o corpo de um poema não é um corpo de um poema.
o corpo de um poema não é um corpo de um poema
o corpo de um poema nasce da película do irrecusável
das mão de uma quiromancia por impulsos uma que
reembolsa a consciência. o corpo de um poema extrai
a significância turva da noite até a cama onde dois amantes
desgastam as palavras-espírito da incompletude de um verso.
um verso não é um verso um verso é um verso de uma face
de extremidades locais que situam o ponto. o seu ponto
de explosão intransmissível. o seu ponto de explosão misturável.
um verso não é um verso, um conjunto de perdas sem distância
um conjunto de pressuposições ao belo, que eu não consigo agarrar.
determinar a sua aceleração para saber o seu ponto de saída
em metros por um olhar antecipado. um corpo de um poema
é absurdo predicar que não é um corpo de um poema. um corpo de um poema
é a película do irrecusável. é o tempo de hipnose de uma palavra que ilude um género.
que mágica um leitor que agarra por mim a ilusão de aço. depois,
cai no poema
como quem se atira para o mundo. porque o corpo de um poema
é a descomposição hierárquica de toda a matéria em palavras
e transposição do inexistente para o tempo. escuta o corpo de um
poema e obstrução por encomenda do próprio poema.
o corpo de um poema, é a mascara útil a representação de um
mundo em arte é a verdade anfíbia do artista enquanto estado de arte.
L.B
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Comentarios
Que dizer
Nem sempre temos de dizer seja o que for. Há pensamentos que valem por si. São momentos pensados em sentimento e por isso se deve o leitor bastar em silêncio na sua obsorção.
Obrigado e um abraço, poeta
Miguel
o corpo de um poema não é um corpo de um poema.
Beleza, gostei!
MarneDulinski