Como um corpo suspenso em cordas de linho

Ténue saudade de mim

Em corpo sentido

No vazar dos dias secantes

Em Vicio Perdido!

 

Como um corpo suspenso em cordas de linho,

Como o fino tecer de ramos de um ninho

Ar de abrigo e imenso sentido

A procura de uma fortaleza que a dor destruiu

 

Fulminante, em teia bem construida

regelo na passagem dos dias frios

Divagações de dias de Sol

Alma em gelo metida

 

Por quem passam os dias?

A quem cantam as cotovias?

Quem matou o verde dos campos?

Quem roubou ao Alentejo, os Montes Amplos?

 

Saudade daquela tenra idade

Onde eu vivia apenas da verdade

Inocência dos dias que avançaram

Que ao corpo, massacraram.

 

A quem canta a diva?

Qual a cor dos assentos do São Carlos?

Já não recordo a ópera de vida,

Em correria perdida!

 

A Loucura dos Trinta

A ternura dos Quarenta

A Vivência dos cinquenta

A decadência dos oitenta.

 

Quantos mais me restam?

 

* Dedicado a um amigo de poesia e de vida, que em comentário realçou a importância da minha ( nossa) poesia. O meu Obrigado!

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Viernes, Febrero 25, 2011 - 11:28

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Mefistus

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Em correria perdida!

Já não recordo a ópera de vida,

Em correria perdida!

Lindo, o poema, mas o que destaquei, obriga sempre a uma reflexão...Não há razão par tanta correria! As saudades são inerentes às vivências, mas se não estamos atentos, mais tarde, não são só saudades, são lamentos!

Bjinho :)

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