“VINHAS TARDE”

Vinhas tarde, ao dia que adormecia

Teus lábios, roxos, desprezo amante

Vinhas tarde, tão tarde, que o dia vencia

De quem, amor, quer tanto

 

Vinhas tarde, tão tarde, que de ti fugia

A promessa feita, ao sentido fulgente

Tarde vinhas para fazer do dia

A noite veraz e decente

 

Promessas ao longo do tempo;

Airosidades que a mim fingias

Vinhas tarde, tão tarde com teu lamento

Tarde vinhas que não me vias

 

Vinhas tarde, meu amor

Quando tanto te queria

Tarde, tão tarde com tua dor

Chegada amarga e perdida

 

Vinhas tarde, tarde vinhas e vinhas

Com jeitos ferozes em flor

Vozes usadas, restos, vencias

Vinhas tarde, tão tarde amor.

***

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Domingo, Abril 3, 2011 - 23:50

Poesia :

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antonioduarte

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Comentarios

Imagen de Susan

Por  vezes o amor não tem

Por  vezes o amor não tem coragem de chegar até 

nós quando estamos a esperá-lo e tarda e as vezes 

chega tão tarde , que sua hora se faz presente com a 

ida ....

Muito bo mte ler sempre !!!

Beijos

Susan

Imagen de antonioduarte

Muito boa, tua visão.

Muito boa, tua visão. Obrigado por me comentares. Conto contigo...

 

Na realidade, quando tiver-mos encontrado o amor, o verdadeiro amor, nada nem ninguém poderá fazer-nos perdê-lo: Ele será nosso para sempre.

- Quem nos impede de tomar-mos esse Ser nos braços e de nos concentrar-mos na luz, na beleza, na vida eterna... Sem ir-mos mais longe?

Então, começaremos a saborear o prazer sob formas mais subtis.

Beijo.

Imagen de MarneDulinski

“VINHAS TARDE”

Lindo poema, gostei muito!

Meus parabéns,

MarneDulinski

Imagen de antonioduarte

(Agradecimento e opinião frutífera)

Obrigado meu amigo,

É evidente que o prazer sensual, de início, é agradável, mas, mais tarde ou mais cedo, acaba por destruir-nos.

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