"Delírios"

Tão frio está meu corpo, até parece que estou morto.
Hoje como os outros dias que já me passaram, minha partida se aproxima.
Vejo-me numa viagem, onde minha mente descansará.
Indo em rumo da minha felicidade tão esperada.
Não vejo a hora em que descansarei, em que olharei para traz e verei que tudo que passei não foi ilusão.
Aos que me amaram, que me deram carinho, felicidade lembraram de um amigo especial.
Hoje meu corpo treme, não de amor nem de ódio.
Mais sim o frio que me abate, não tenho ninguém que me aqueça, que me abrace.
Perto de mim, ninguém para me dar carinho.
Vejo distante alguém me acenando e gritando meu nome.
Vejo uma luz bem no fim, lá existe uma sombra.
Quem será?
Não consigo enxergar direito, mais parece uma linda mulher.
Olhando para mim com olhar apaixonado, acenando e me chamando.
Não parece real.
Será que estou morrendo?
Ou será delírios de um solitário?
Estou me aproximando da luz,e ela se afastando de mim.
Cada vez que olho ela está mais distante.
Por que ela está se afastando?
Corro em sua direção, estendo meus braços, tentando abraça-la.
Uma queda extraordinária.
Não consigo enxergar mais nada.
A luz se apagou, aquela mulher se foi .
Mais uma vez estou no chão,caido,ferido e sem lágrimas.
Não vou me levantar, estou cansado e o frio está aumentando
não sinto mais minhas pernas.
Meu corpo está congelado, agora só me resta fechar meus olhos e esperar o fim.

Autor:Verton Brandino Da Silva
(06/06/2011)
São Paulo

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Lunes, Junio 6, 2011 - 19:02

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Verton Brandino da Silva

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Comentarios

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Não parece real.

Nem tudo o que parece é.

 

Belo e reflectivo poema.

 

Abraço

 

:-)

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