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ALFINETADAS A ALGUNS EFES
Pouco terra, terra nenhuma…Avisto um homem vestido de guarda-freio, tem um comboio na mão direita, na esquerda uma bandeira portuguesa semi-ondulante, porque o vento já não sopra, a emoção sim, essa preenche carruagens de alé, alé, alé, alé…Viva Portugal!
Descarrilámos em nenhures, sobrevivemos porque as carruagens são redondas e têm uma nação dentro.
Alguém por aí tem um alfinete?
Pouca casa, casa nenhuma…Avisto um homem vestido com fato e gravata, tem um cartão de descrédito na mão direita, na esquerda a tese dos tesos, porque os bancos já não são o que eram, a sagrada família sim, está de volta e vota, vota, vota, vota….Viva Portugal!
Divorciámo-nos em nenhures, sobrevivemos porque os filhos são redondos e têm uma nação dentro.
Alguém por aí tem um alfinete?
Tanta igreja, rezas nenhuma…Avisto um homem vestido de batina, tem um santuário na mão direita, na esquerda uma máquina de calcular, porque as contas já não são o que eram, o terço sim, esse conta as contas dos ave, ave, ave, ave…Viva Portugal!
Morremos em nenhures, sobrevivemos porque a fé é redonda e tem uma nação dentro.
Alguém por aí tem um alfinete?
Tanto bairro, xaile nenhum…Avisto uma mulher vestida de negro, tem uma guitarra na mão direita, na esquerda a saudade das saudades, porque os sentimentos já não têm voz, a fama sim, essa preenche fadistas de silêncio, silêncio, silêncio, silêncio….Viva Portugal!
Silenciámo-nos em nenhures, sobrevivemos porque o fado é redondo e tem uma nação dentro.
Alguém por aí tem um alfinete?
José F. Vicente
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Ministério da Poesia :
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