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Á luz de uma lua de Saturno

Um universo de palavras indecentes
Molda a matriz que se repete
Que se renova todos os dias
A trocar o fim pelo princípio.

É um querer fazer poemas
Que falem de mundos maiores que o mundo
De sentimentos maiores que o sentir.
Querer realidades que mastiguem
Que degustem o cérebro em sonso e cru
  
Que rasguem dolorosamente a pele
De dentro para fora do corpo  
E ficar a sangrar para morrer
Até gostar de viver na escuridão.

Se nasci na origem
Foi para morrer no fim de tudo
À luz de uma lua de Saturno 
Por viver com ganas de ter realidades em Vénus
Sem véus nem pudores e sentir no peito
Como um homem que ama uma puta e é feliz

Materializar vida, bêbado em cacho
Transformar sangue em vinho
E viver, todos os dias, desalmado como bastardo
Para chegar lá nem que seja só
Mas, a olhar de frente para tudo, sem medo de ver.

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terça-feira, abril 16, 2013 - 08:10

Poesia :

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nunomarques

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