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Cabaré Ié-Ié
Queria a pobre moça morrer,
Quando a sua triste e solitária gravidez descobriu,
Pensava que nada mais a podia socorrer,
Nem mesmo quem a pariu.
E, foi ela mesmo, que a salvou,
Com seus gémeos pequenos ficou e criou,
Para que Verónica, partisse sem para trás olhar,
Partisse, fosse para onde fosse, para nunca mais ali voltar…
Montou tenda em Lisboa, no centro da cidade, mudou de nome, estatuto e idade.
E dedicou-se à arte de ser dançarina de cabaré,
Pois, tinha firme maneio, jeitosa beleza e um corpo de formas rebolonas,
Adorava quando era alegremente saudada e aplaudida de pé,
E a sua bebida preferida era vermute branco, banhado em azeitonas.
A casa enchia e transbordava, sempre que ela dava espectáculo,
Vinha gente de todo o lado, homens e mulheres, de todas as partes da cidade,
Ficava completamente à pinha, naquelas noites, aquele tabernáculo,
Cheio, transbordo, repleto de mulheres, homens e ansiedade.
Ansiavam conhecê-la, bajulá-la, comprar a sua companhia,
Vera, seu nome artístico, a única coisa que queria,
Era fama, fortuna e muito, muito dinheiro na liga,
Fosse pobre ou rico, tudo caía, na sua doce cantiga.
Uma noite dessas, em que actuava
Pensou ver, a sombra do olhar, do malandro, que a engravidara,
Percebeu então, que do passado, ainda era sua escrava,
Afinal, de nada valia jóias, dinheiro, fama, roupa cara.
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Comentários
E neste caso, a situação é
E neste caso, a situação é mesmo essa....mais para a frente, virá o episódio que ligará este revirar do olhar, semelhante aquele, do homem, que a engravidou...e mais não posso dizer, senão estrago o mistério.
Sempre grata pelos seus comentários.
Joana
Um lindo texto, onde nos
Um lindo texto, onde
nos lembras uma realidade
da vida - que o passado sempre
nos persegue...
:-)