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E ali, julgo ser eu
Eles soldam a estrutura metálica
escondendo o rosto com máscaras negras
de viseiras riscadas pelo uso.
E ali, julgo ser eu.
Há uma luz intensa que nem a chuva devora,
umas luvas que não escondem as mãos trémulas;
um fato que não impede a entrada da nostalgia
ou a saída das lágrimas fundidas no suporte
que logo surge firme.
Não quero, mas deveria esquecer-te.
Fazer ruir no meu peito o frio do metal com que me gelas
e explodir para fora as coimas
que me infligem as partituras de dor.
E ali, julgo ser eu.
O céu submerso invade-me os cabelos com granizo.
Invade-os. Açoita-os. Abrigam-se.
A tempestade é infernal, um tornado em redor.
E ali, julgo ser eu.
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Comentários
E ali, julgo ser eu
rainbowsky!
Lindo, mas muito triste seu texto, normalmente quando a tristeza quer invadir meu coração, mudo
de pensamentos, mudo o meu olhar; quem sabe possas fazer isso, para a alegria voltar ao teu coração!
Um abração,
MarneDulinski