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O CANTAR DO MEU SILÊNCIO

O meu cantar é calado
Nó na garganta que emperra
Voz que já não mais existe
Corredor sem poeira e gado
Campo onde o touro não berra
Pássaro em gaiola, triste

Sou o canto de um ser mudo
Para cantar, sem motivo
Morrendo a cada segundo
Sou nada a sonhar com tudo
Preso livre, morto vivo
Sem nada a esperar do mundo

Sou cantar que virou choro
Voz que na garganta que enguiça
Quando triste tema aborda
Bombo-leguero sem couro
Grito inútil por justiça
Som de violão sem corda

Canto o meu cantar sem eco
Que as paredes não refletem
Mesmo alertas nas escutas
Canto lágrimas que seco
Que minhas tristezas vertem
Por tantas inúteis lutas

Sou silêncio que acalanta
Um canto sem voz ativa
A fantasiar poesias
Sou um cantor que não canta
Em contagem regressiva
Queimando restos de dias.

Sérgio da Silva Teixeira
BAGÉ/RS/BRASIL.

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segunda-feira, abril 27, 2020 - 14:28

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Sérgio Teixeira

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Bom mesmo é tê-lo como amigo

Bom mesmo é tê-lo como amigo e ler os seus bondosos comentários. Um abraço.

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Ocê é bom mesmo

Ocê é bom mesmo

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