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Captura
Um varão sepultado a quilômetros na ode mais que fogo, mais que água mais que ar terra assume uma única faísca de vida calcada num bocejar, seguido dum estúpido silêncio. Nariz adunco arqueado equilibrando dois minúsculos olhos, mais acima um cenho franzido mira a lateral, pensa nas Flores do Mal de Charles Baudelaire e laça com a corda da visão duas pupilas em profundo eclipse, fecunda aí um sentimento ejaculado ao encontro do ovário da paixão.
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domingo, novembro 8, 2009 - 16:22
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Comentários
Re: Captura
Parabéns pelo lindo texto.
Um abraço,
REF
Re: Captura
Carregamos no rosto nossas maiores marcas e nele também nossa maior identidade. Aquele que se olha no espelho e enxerga na face as dores próprias é cultivado ali um ser que pensa.
Adoro suas poesias e adorei ainda mais ler um prosa sua. Fantástica.
Anita