CONCURSOS:

Edite o seu Livro! A corpos editora edita todos os géneros literários. Clique aqui.
Quer editar o seu livro de Poesia?  Clique aqui.
Procuram-se modelos para as nossas capas! Clique aqui.
Procuram-se atores e atrizes! Clique aqui.

 

Sem meios tons

A janela era um olho carregado de vontades,
Cuja proporção sublinhava uma lenda há muito esquecida
De tão obscuro óbice do tiro seco na madrugada violentada

Oh máquina anônima das trevas forjadas pelas divindades
Concede-nos uma hora a mais para por em prova o nosso gosto de amar,
A nossa soma em torpores que nos aliviam o fado da vida!
Dai-nos a fórmula da felicidade,
Aplique-nos em nossas grossas veias a anestesia da dor!

Pés pistões seduzidos por bielas pernas,
A carne como lata
O coração como motor
Dos mais pobres e miúdos
No ombro uma face esguelha

Nas ruas correm rios de pernas suculentas enxurradas de copulações
Sobre a mesa um discurso na água dum corpo prós hospedeiros da luz!
O antídoto escorre nos frascos da derrota
Lembranças em pus de feridas abertas

Hospícios com faces de borrachas e peles adormecidas
Com cérebros tentando fugir de pensamentos e de loucuras
Hoje, façamos-nos de vários tons indiferentes a nós

Naqueles dedos os anéis de amores presos e culpados

Submited by

terça-feira, dezembro 15, 2009 - 20:32

Ministério da Poesia :

No votes yet

Alcantra

imagem de Alcantra
Offline
Título: Membro
Última vez online: há 11 anos 31 semanas
Membro desde: 04/14/2009
Conteúdos:
Pontos: 1563

Add comment

Se logue para poder enviar comentários

other contents of Alcantra

Tópico Título Respostas Views Last Postícone de ordenação Língua
Poesia/Amor Soma de poemas 5 3.990 02/27/2018 - 12:09 Português
Poesia/Geral Abismo em seu libré 0 3.843 12/04/2012 - 00:35 Português
Poesia/Geral Condado vermelho 0 5.219 11/30/2012 - 22:57 Português
Poesia/Geral Ois nos beijos 1 4.155 11/23/2012 - 11:08 Português
Poesia/Geral Dores ao relento 0 3.872 11/13/2012 - 21:05 Português
Poesia/Geral Memórias do norte 1 2.946 11/10/2012 - 19:03 Português
Poesia/Geral De vez tez cromo que espeta 0 4.434 11/05/2012 - 15:01 Português
Poesia/Geral Cacos de teus átomos 0 3.211 10/29/2012 - 10:47 Português
Poesia/Geral Corcovas nas ruas 0 4.392 10/22/2012 - 11:58 Português
Poesia/Geral Mademouselle 0 3.282 10/08/2012 - 15:56 Português
Poesia/Geral Semblantes do ontem 0 3.328 10/04/2012 - 02:29 Português
Poesia/Geral Extravio de si 0 3.878 09/25/2012 - 16:10 Português
Poesia/Geral Soprosos Mitos 0 4.879 09/17/2012 - 22:54 Português
Poesia/Geral La boheme 0 4.626 09/10/2012 - 15:51 Português
Poesia/Geral Mar da virgindade 2 3.413 08/27/2012 - 16:26 Português
Poesia/Geral Gatos-de-algália 0 4.998 07/30/2012 - 16:16 Português
Poesia/Geral Vidas de vidro num sutil beijo sem lábios 2 3.546 07/23/2012 - 01:48 Português
Poesia/Geral Vales do céu 0 3.757 07/10/2012 - 11:48 Português
Poesia/Geral Ana acorda 1 3.331 06/28/2012 - 17:05 Português
Poesia/Geral Prato das tardes de Bordô 0 3.409 06/19/2012 - 17:00 Português
Poesia/Geral Um sonho que se despe pela noite 0 4.134 06/11/2012 - 14:11 Português
Poesia/Geral Ave César! 0 4.239 05/29/2012 - 18:54 Português
Poesia/Geral Rodapés de Basiléia 1 3.510 05/24/2012 - 03:29 Português
Poesia/Geral As luzes falsas da noite 0 4.205 05/14/2012 - 02:08 Português
Poesia/Geral Noites com Caína 0 3.547 04/24/2012 - 16:19 Português