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Mar da virgindade

À espera fez do silêncio a ausência sem oração
Por isso quebramos nossos peitos,
Cortamos as mãos com os cacos,
Depois disso restou-nos
Botar pétalas nas pupilas ofegantes...
Fomos por outra vertente

Aquelas escadas eram ondas,
Qual mar?
Não sei,
Eram elas ondas,
Altas tempestuosas apaixonadas,
Eram ondas...
Qual mar?
Não sei,
Só sei que sepultado nele estou,
Quero assim,
Pois amo isto.
Meu mar chamado olhos verdes,
De cosmo indefinido
Debruçado por todo amor do que pode ser maior, tão sem explicação.
Sejas assim!
O mar que virgemente me sepulta.

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segunda-feira, agosto 20, 2012 - 11:53

Poesia :

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Alcantra

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Comentários

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Caro amigo...

Sempre gostei da tua escrita, ela sempre me coloca a buscar o sentimento que estava degustando no momento da criação das palavras, das estrofes. Sempre me é um prazer interpreta-las.

No início senti amargura ao escolher não ter vida se não for ao lado de que se quer ter, mais depois a poesia ficou mais leve, tomou outro rumo.

"À espera fez do silêncio a ausência sem oração"
A conciência da mente a escolher o silêncio como prece no momento em que o corpo prefere se fechar

"Debruçado por todo amor do que pode ser maior, tão sem explicação."
Como colocar peso ou medida em algo que não vemos, tocamos apenas sentimos e não conseguimos base definida para expressar o que realmente é.

"Só sei que sepultado nele estou,O mar que virgemente me sepulta."
Magnifico, lindo, a renuncia, a escolha certa de amar e esperar

Adorei te ler

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Belissímo comentário minha

Belissímo comentário minha cara Cecília.

Um forte abraço,

Alcantra

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