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O tempo

Eu sou o Tempo. Tenho três fases: ontem, agora e amanhã... Há quem vive de passado, há quem vive esperando o outro dia e há quem vive o agora intenso! Sou cruel com os vaidosos fúteis, torturo os inseguros ansiosos e faço feliz aos que não me percebem! Quanto à mão forte e prepotente faço trêmula, à mão pequena e frágil eu dou vigor para conquistar! Já cantaram tempo, tempo, tempo, me exaltaram e até me fizeram pedido, mas eu dito as regras e todos as conhecem. Eu brilho na luz do sol, ilumino a lua, sou referência no delta T na física e até na chuva clamam tempo, ainda que ruim. Ah! Mas, não posso esquecer-me dos medrosos, os que se angustiam com o meu fim, que são bons para lucrarem com meu fim e o final dos tempos está chegando a todo o dia, para José, Maria, Antonia, Joaquim...

Não tem acordo comigo, não sou Deus, não sou diabo... Ah, mas nisso acertastes, sou lindo, lindo, lindo, no braço da donzela, no livro da professora de história, nos sagrados escritos. Contudo, decorar minha trajetória é inútil, se ninguém aprendeu nada. As guerras continuam, a fome aumenta, os fanáticos se multiplicam, os deuses carne e osso comandam, e os súditos, carne e loucos obedecem. E ninguém aprendeu nada? E quem está chegando ao fim? Eu? Você? Quem acaba quando o outro tiver um ponto final? Ah, os dinossauros acabaram, [humor negro do tempo]! Eu sou o tempo, que você perdeu no atraso de ontem, na falta de perdão de anteontem e lendo-me agora. O muito que você gastou para errar e o curto que você gastou para se arrepender. Sou louco, sou lento, sou rápido, século passado e próximo milênio, não sou gênio, sou tempo. Sou a diferença do ouro e da prata, do primeiro e do segundo, sou segundos, e milésimos de segundos. E você... A lágrima de quem não fez? O choro desconsolado de não ter se dado conta que tudo tem o fim? A inquietude de não se conformar nunca? A demasia ou ausência de lembranças?

Eu sou o tempo e você? O que vive a me esperar? O que corre atrás de mim? Ou o que me faz? A este último o começo, aos demais, tropeço.
Eu sou o tempo...Eu sou o Tempo. Tenho três fases: ontem, agora e amanhã... Há quem vive de passado, há quem vive esperando o outro dia e há quem vive o agora intenso! Sou cruel com os vaidosos fúteis, torturo os inseguros ansiosos e faço feliz aos que não me percebem! Quanto à mão forte e prepotente faço trêmula, à mão pequena e frágil eu dou vigor para conquistar! Já cantaram tempo, tempo, tempo, me exaltaram e até me fizeram pedido, mas eu dito as regras e todos as conhecem. Eu brilho na luz do sol, ilumino a lua, sou referência no delta T na física e até na chuva clamam tempo, ainda que ruim. Ah! Mas, não posso esquecer-me dos medrosos, os que se angustiam com o meu fim, que são bons para lucrarem com meu fim e o final dos tempos está chegando a todo o dia, para José, Maria, Antonia, Joaquim...

Não tem acordo comigo, não sou Deus, não sou diabo... Ah, mas nisso acertastes, sou lindo, lindo, lindo, no braço da donzela, no livro da professora de história, nos sagrados escritos. Contudo, decorar minha trajetória é inútil, se ninguém aprendeu nada. As guerras continuam, a fome aumenta, os fanáticos se multiplicam, os deuses carne e osso comandam, e os súditos, carne e loucos obedecem. E ninguém aprendeu nada? E quem está chegando ao fim? Eu? Você? Quem acaba quando o outro tiver um ponto final? Ah, os dinossauros acabaram, [humor negro do tempo]! Eu sou o tempo, que você perdeu no atraso de ontem, na falta de perdão de anteontem e lendo-me agora. O muito que você gastou para errar e o curto que você gastou para se arrepender. Sou louco, sou lento, sou rápido, século passado e próximo milênio, não sou gênio, sou tempo. Sou a diferença do ouro e da prata, do primeiro e do segundo, sou segundos, e milésimos de segundos. E você... A lágrima de quem não fez? O choro desconsolado de não ter se dado conta que tudo tem o fim? A inquietude de não se conformar nunca? A demasia ou ausência de lembranças?

Eu sou o tempo e você? O que vive a me esperar? O que corre atrás de mim? Ou o que me faz? A este último o começo, aos demais, tropeço.
Eu sou o tempo...

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quinta-feira, julho 7, 2011 - 18:15

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