CONCURSOS:
Edite o seu Livro! A corpos editora edita todos os géneros literários. Clique aqui.
Quer editar o seu livro de Poesia? Clique aqui.
Procuram-se modelos para as nossas capas! Clique aqui.
Procuram-se atores e atrizes! Clique aqui.
Em virtude de mim
Em virtude de mim
tudo que conquistei foi entregue.
Tudo em que me debrucei me fez disposto
a experimentar e refazer minhas experiências.
Em virtude de mim
meus inimigos me cercam.
Porém, ao sucumbirem me olham e admiram
essa força que me atiram com seus olhares incrédulos.
Em virtude de mim
o que eu quero eu quase tenho.
Mas, meu quase ter é não desisitir
e o que eu consegui nunca detive.
E o que eu sempre quis nunca terei,
o que eu sempre busco alcançarei,
reviverei, reatarei....
Quem sabe até desistirei.
Nem por isso me fraudarei,
nem por isso iludirei,
saudarei...
Quem possuir tudo o que tem.
Em virtude de mim
meus calos apertam.
Mostram para meus pés
que nem todo calçado é confortável.
Em virtude de mim
minhas palavras secam.
Mas com isso buscam
a água em que se devem banhar.
Mesmo tendo um pouco de meus sonhos,
meus sonhos não são nada sem mim.
Mesmo havendo tanto em real teor,
o que teorizo eu ainda não solucionei.
Com a busca de meus conceitos
eu me perco em minhas razões.
Com a certeza de meus erros
ainda erro agindo com incerteza.
Em virtude de mim
meus atalhos encurtam.
E se assim não fosse
hoje eu não me acharia.
Em virtude de mim
as alegrias que tenho se norteiam a mim.
Posso ser egoísta
e dividir com o mundo o que penso.
Admito, contudo: não sei ser pleno
e nem almejo ser.
É muito bom ser incompleto
sem ser irrestrito.
E, finalmente...
Ainda quero saber quem sou
me vendo em quem me é.
Desejo mostrar-me em ti
tudo o que quiser
que eu tenha e,
devo dizer que terei,
tudo o que quiser que eu diga,
devo falar que o direi,
tudo o que quiser que eu mostre,
saiba que nunca esconderei.
Porque, porventura de ti
eu me multipliquei.
E com meus pedaços,
você é meu adesivo.
Porventura de ti
eu fico bobo.
Eu páro e ando
e canto e calo.
Porque, tendo você
em minha vista,
impossível não
imaginar sua dimensão.
Submited by
Ministério da Poesia :
- Se logue para poder enviar comentários
- 954 leituras
other contents of robsondesouza
| Tópico | Título | Respostas | Views |
Last Post |
Língua | |
|---|---|---|---|---|---|---|
| Poesia/Desilusão | Semblante | 2 | 1.142 | 02/06/2010 - 02:32 | Português | |
| Poesia/Dedicado | Ajuda-me | 4 | 1.095 | 02/05/2010 - 18:17 | Português | |
| Poesia/Tristeza | Terror visto de outra faixa | 3 | 927 | 02/05/2010 - 16:09 | Português | |
| Poesia/Aforismo | Partícipe | 3 | 894 | 02/04/2010 - 10:51 | Português | |
| Poesia/Aforismo | Eu-Lírico, Eu mesmo | 5 | 1.027 | 02/04/2010 - 10:49 | Português | |
| Poesia/Tristeza | Teste: Refaço-me enquanto destruo | 3 | 1.340 | 02/03/2010 - 03:13 | Português | |
| Poesia/Geral | Hoje- A data irretocável | 2 | 1.015 | 02/03/2010 - 01:26 | Português | |
| Poesia/Meditação | Sujeito indeterminado | 1 | 3.810 | 02/03/2010 - 00:33 | Português | |
| Poesia/Tristeza | Vã permanencia | 2 | 1.150 | 02/01/2010 - 02:56 | Português | |
| Poesia/Dedicado | Temo! | 2 | 1.326 | 01/31/2010 - 19:53 | Português | |
| Poesia/Tristeza | Alegoria à carência humana | 4 | 1.388 | 01/30/2010 - 11:12 | Português | |
| Poesia/Comédia | Entretanto e Porém | 2 | 1.077 | 01/30/2010 - 10:58 | Português | |
| Poesia/Desilusão | Para criança dormir | 2 | 1.454 | 01/29/2010 - 01:26 | Português | |
| Poesia/Alegria | Rês de Três | 1 | 1.528 | 01/28/2010 - 22:27 | Português | |
| Poesia/Meditação | Sopa de informações | 4 | 898 | 01/27/2010 - 19:43 | Português | |
| Poesia/Meditação | Estado de desatenção provisório | 4 | 1.174 | 01/27/2010 - 19:42 | Português | |
| Poesia/Tristeza | Tapa-olhos | 2 | 1.439 | 01/27/2010 - 19:41 | Português | |
| Poesia/Tristeza | Vago | 3 | 1.146 | 01/27/2010 - 19:37 | Português | |
| Ministério da Poesia/Desilusão | Pseudo-isolamento | 0 | 3.923 | 01/18/2010 - 16:46 | Português |






Add comment