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Poêma Real

Todo o momento me foi roubado
Por angústias de solidão...
Solidão, preenchida, por um olhar cansado
: Copo de água num antro de podridão...

Neste dia de ternura, rendi-me ao canto da mansidão;
Tão perdido no tempo, como a minha lembrança perdura...
Num doce, amargo, cupído, pela mesqinha razão;
Pelas barbas do ferro frio, que rasgam meu coração;
Pelas margens e pelo rio, pelas lágrimas: Chora recordação...

- Ó povo da minha cruz
- Ó línguas da vossa história
- Que fogo pregais de Jesus?
Qual cruz vos traça a memória? ...

-Jesus, porém, disse: “ Não há profeta sem honra, a não ser na sua Pátria e na sua casa.”

Por manter as mãos abertas, foi assim que aqui cheguei
Porém, por todo o Mundo, tenho a face descoberta;
Dei o corpo e o salário como oferta...
Apenas na minha Pátria, na minha terra,sou títulado fora da lei
- Por tanto, nada aqui posso fazer;
Nem o pão, que tiro da boca, aos pássaros posso oferecer...
... Dizem-me louco, vagabundo que vive do ar;
Não sou tão pouco...
Não choro pelo prazer de chorar.

O regresso há terra Natal
É um cálice pingado da tormenta...
O preço de transportar o bem, me contenta,
Despojado no quebranto do sinal.

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quarta-feira, abril 14, 2010 - 22:02

Ministério da Poesia :

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antonioduarte

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