Seu Nome / Sobre (o fim de) uma amizade

Seu nome

(Por Myrlla)

 

É difícil de entender

Mais ainda de explicar

Sinceramente eu não sei

O que veio a nos afastar

 

Falta de carinho?

Falta de amor?

Não.

Nisso me recuso a acreditar

 

Infelizmente, o que achei nunca acontecer

Aconteceu entre nós

Acredito que quase sem querer

Preferimos ficar a sós

 

Nos recusamos olhares,

Conversas, sorrisos, segredos

Negamos uma amizade de verdade.

Quais devem ser nossos medos?

 

Na realidade,

Peço apenas a Deus

Que conserve a nossa amizade

Que foi ele que me deu!

 

Em resumo, ignorando esse clima

Guardarei sempre seu nome:

"Adolfo Justino de Lima"!

 

 

 

 

Sobre (o fim de) uma amizade

Há muito tempo estive a muito pensar

Nos porques de a gente vir a se afastar

Até que por fim cansei, sempre paciente...

Não por faltar, mas por excesso de "amor",

Talvez até mesmo excesso de carinho,

Quando eu, até um ponto insistente,

Vivia a te perseguir pelo corredor

E por ali ficava a falar sozinho

Quando por fim eu consegui te alcançar

E neste vil assunto tentava tocar...

 

Então, por favor, não me venha dizer,

Fazer vítima  de um eufemismo,

Eu, que de teu egoísta subjetivismo

Já fui vítima, que não podes entender

O que houve com este, agora fútil, "nós"

Quando fui eu quem, por não poder saber

O que há na tua cabeça, melhor senti o nó

Desta forca apertando  no meu pescoço.

 

E não me tome como rancoroso

Nem se pergunte se é medo que estou a sentir

Pois se quanto a isto algo eu ainda sentisse

Seria sorte a sua quando até mesmo por ti,

Como pessoa, cada vez menos eu sinto.

Pois até hoje eu não consegui engolir

O que há quase um ano e meio você me disse...

E como para ti eu nunca, nunca menti

Não te darei, hoje, razão pra dizer que minto:

 

Nos últimos versos o motivo primeiro

Para esta minha singela poesia escrever

Feito comigo outro dia estiveste a fazer

Também diz respeito ao agrado de terceiros.

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Domingo, Julio 10, 2011 - 21:14

Poesia :

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Adolfo

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