Voo

Por que eu deveria
deixar de me iludir?
Que régua traça
essa linha hamletiana
de Ser ou Não Ser?
Eu quero os holofotes coloridos
dos sonhos indevidos
e as lantejoulas brilhantes
da pura inconsequência.
Recuso-te árida realidade
dos homens tristes.
Recuso-te angústia
dos limites férreos de
inúteis esquemas
e fascistas sistemas.
Que eu seja Zaratustra
e nietzschiano vença
as alturas dos arames
e paire sobre as agruras,
pois nasci nas Montanhas
e o vento canta comigo.
Venha sim, Princesa,
ainda que digam,
é alta, nobre, pura e bela
a grandeza de toda cor.
Voe comigo, pois eis que
existir é maior que o abismo
e somos deuses
com vontade de viver...

              Para C.

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Martes, Mayo 1, 2012 - 13:17

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fabiovillela

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