"belém" ou pra lá de "belém"?

 

Não importa. Jesus verdadeiramente nasceu em Belém. O profeta falou, a fé consagrou e a tradição ratificou. Nenhuma dúvida, mas cada um tem o seu “belém”, e não importa onde esteja. Não importa quando seja. Nem importa se passamos direto e não percebemos “belém”.

O deserto que nos conduz ao nosso “belém” é árido, causticante, perigoso, cheio de emboscadas. Muitas vezes não vemos a estrela que deveria nos conduzir. Não que ela não exista. Não que ela não esteja lá. Na verdade, ela é teológica e sem perceber, nos afastamos muito dela. Muitas vezes nós seguimos sem norte, e quando olhamos ao nosso redor, sentimos que estamos sozinhos, apesar, de termos encontrado muita gente pelo caminho. É,  encontramos muita gente. Porém não olhamos em seus rostos. Não percebemos suas lágrimas. Não notamos seus sorrisos.

E nossa alma, por algum motivo, tem um sorriso triste.
Olhamos para nossas mãos, e vemos que elas estão floridas, perfumadas e cheias de presentes. Até nos alegramos um pouco, mas a alegria se torna efêmera, quando vemos o caminho percorrido e começamos a entender “belém”.

Este “belém” não é uma cidade ou um vilarejo.
Este “belém”, com certeza, é ao norte. Mais que isso, “belém” é o próprio norte. É para lá que devemos ir: p’ra lá de “belém”. Isto porque “belém” não é apenas para se chegar; é para ficar. Devemos ter “belém”. Devemos permanecer em “belém”. Este “belém” pode nem estar lá na frente, porque “belém” é um encontro que o mestre, em seu plano de salvação, já marcou conosco, mas nós insistimos em não comparecer.

Este “belém” pode ser agora. Pode ser neste exato momento, dentro de nós. Temos que vivenciar “belém”, respirar “belém” iniciar nossa restauração. Este “belém” é um momento único. É um momento de fé, de aprendizado, de conversão. 

O entendimento nos dirá que nunca podemos chegar a “belém” com as mãos cheias de presentes, floridas, perfumadas. Só podemos chegar à Belém e a “belém”, lavados, puros, de mãos vazias... Os presentes, as flores, os perfumes devemos ter espalhados pelo deserto, distribuídos pelo caminho.

Este “belém” não é aquele Belém; é o momento em que, verdadeiramente, encontramos o Menino Jesus. Este “belém” é pessoal, particular, apenas nosso. É o nosso encontro com o Menino Jesus. Basta dobrar os joelhos, juntar as mãos, e dizer: “Eu estou aqui”.  -  J. Thamiel

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Viernes, Diciembre 2, 2016 - 13:22

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