Sozinho pelas nuvens da solidão

Eu até pensei que pudesse sorrir
E cheguei a afirmar que não tinha medo
Doce ilusão
De um coração tão perdido
Na linha imaginária do tempo que se foi.
Perdido em pensamentos
Deixou escapar a borboleta de sua mão
Mas, isso foi bom
Afinal, borboletas não devem ficar presas
Elas precisam voar livremente.
Isso é um consolo para a alma ferida
E até me faz ter um alívio momentâneo.
Eu só queria esquecer tudo isso
Seguir em frente sem pensar no que passou
Mas, isso é quase impossível de acontecer
Porque onde quer que olho vejo você.
Bem que eu poderia ter previsto essa solidão
Haviam sinais por onde eu caminhava
Mas eu não ligava para os sinais
E nem dava ouvidos a voz do coração
No fundo eu queria viver sozinho pelo mundo
Sem depender de atenção de quem quer que fosse.
A vida é misteriosa
E não sabemos nada do que pode nos acontecer
Nem imaginamos o pesadelo da noite escura
E os monstros escondidos debaixo da cama.
Tolo sou eu em não ouvir sua voz
E achar que meu caminho quem fazia era eu mesmo
Ah! Se soubesse metade do que sei hoje
Eu teria ficado ao seu lado naquela tarde
Não teria dado os passos em falso
E contentar-me-ia em contemplar os seus olhos apenas.
Onde você está agora?
Dentro do meu coração há um vazio
Uma dor que tortura o meu ser
Tolo fui eu em te perder
Sem saber que no final eu não iria esquecer
Tudo que um dia foi tão lindo em minha vida.
Resta-me olhar o crepúsculo dos sonhos
E caminhar sozinho pelas nuvens da solidão.

Poema: Odair José, Poeta Cacerense

www.odairpoetacacerense.blogspot.com

Submited by

Martes, Marzo 2, 2021 - 19:35

Poesia :

Sin votos aún

Odairjsilva

Imagen de Odairjsilva
Desconectado
Título: Membro
Last seen: Hace 7 horas 30 mins
Integró: 04/07/2009
Posts:
Points: 22084

Add comment

Inicie sesión para enviar comentarios

other contents of Odairjsilva

Tema Título Respuestas Lecturas Último envíoordenar por icono Idioma
Poesia/Meditación No vai e vem das calçadas 7 31 04/26/2026 - 14:44 Portuguese
Poesia/Alegria Um milagre estar aqui 7 144 04/26/2026 - 14:28 Portuguese
Poesia/Desilusión Talvez eu nunca mais a veja 7 179 04/26/2026 - 14:24 Portuguese
Poesia/Dedicada Princesinha 7 378 04/19/2026 - 14:00 Portuguese
Poesia/Pensamientos Apologia ao conhecimento VII 7 434 04/17/2026 - 17:46 Portuguese
Poesia/Amor Se eu amo você 7 280 04/17/2026 - 17:39 Portuguese
Poesia/Amor Meu silêncio 7 260 04/17/2026 - 17:35 Portuguese
Poesia/Meditación Tudo é silêncio aqui 7 158 04/14/2026 - 23:39 Portuguese
Poesia/Meditación Brincando com o limite 7 203 04/14/2026 - 23:35 Portuguese
Poesia/Pensamientos Apologia ao conhecimento VI 7 367 04/14/2026 - 23:21 Portuguese
Poesia/Meditación Universo em versos 7 230 04/13/2026 - 19:13 Portuguese
Poesia/Intervención Política brasileira 7 175 04/13/2026 - 19:08 Portuguese
Poesia/Amor Essa delicada vertigem 7 146 04/13/2026 - 19:04 Portuguese
Poesia/Alegria Um breve clarão entre dois mistérios 7 316 04/10/2026 - 19:10 Portuguese
Poesia/Pensamientos Pensamentos devorados pela noite 7 524 04/04/2026 - 14:33 Portuguese
Poesia/Pensamientos Apologia ao conhecimento V 7 534 04/02/2026 - 12:13 Portuguese
Poesia/Intervención Capitalismo religioso 7 360 03/30/2026 - 19:12 Portuguese
Poesia/Desilusión Distante, não ausente 7 847 03/29/2026 - 14:10 Portuguese
Poesia/Meditación Passado mal resolvido 7 787 03/28/2026 - 00:22 Portuguese
Poesia/Desilusión Se a ausência dói 7 551 03/27/2026 - 19:16 Portuguese
Poesia/Amor Essa morada indomável 7 546 03/27/2026 - 11:27 Portuguese
Poesia/Pensamientos Apologia ao conhecimento IV 7 720 03/24/2026 - 21:03 Portuguese
Poesia/Dedicada Pantanal 7 228 03/24/2026 - 20:58 Portuguese
Poesia/Meditación Não tenho tempo a perder 7 448 03/24/2026 - 20:52 Portuguese
Poesia/Meditación Como quem evita um abismo 7 905 03/21/2026 - 23:30 Portuguese