Menino Carvoeiro

MENINO CARVOEIRO
Jorge Linhaça

Entre a fumaça e a fuligem,
os pulmões em sofrimento.
Na pobreza, do mal a origem,

Trabalha o menino sem alento,
(vias respiratórias bloqueadas)
perpetuando o seu esquecimento.

A escola, perdida na estrada
é uma miragem inatingível.
Trabalha muito! Ganhar? Quase nada!

Infância perdida, parece impossível
mudar sua sina. Criança esquecida;
rosto anônimo, tornado invisível.

Mudam governos: Promessa esquecida!
Projetos em papéis, amarelados...
Tangível só o seu modo de vida.

Purgando, dos outros, os pecados,
ah, menino da infância proibida,
quando findará esse teu fado?

Será a tua liberdade devolvida?

***********

Palavras novas:

Pesquise no dicionário os seguintes termos:

Fuligem
Alento
Miragem
Sina
Tangível
Fado

Entendendo a realidade:

Por que o autor se refere ao menino como tendo a infância perdida?

Por que o menino carvoeiro não vai à escola?

Esse trabalho afeta a saúde do menino trabalhador ?

Por que as promessas dos governantes acabam esquecidas?

Você conhece crianças ou adolescentes que vivam uma realidade semelhante?

Por que o autor alega que o menino paga pelos pecados dos outros?

De que maneira o trabalho na carvoaria limita e liberdade do menino?

 

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Sábado, Mayo 21, 2011 - 19:58

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