CONCURSOS:
Edite o seu Livro! A corpos editora edita todos os géneros literários. Clique aqui.
Quer editar o seu livro de Poesia? Clique aqui.
Procuram-se modelos para as nossas capas! Clique aqui.
Procuram-se atores e atrizes! Clique aqui.
Se por pouco tempo voltasse a ser novo

Se por tempo pouco, voltasse a ser novo,
Queria ter no rosto o fundo da alma exposto,
No oposto sempre eu vivi e morro,
Sem ver no espelho o que sinto ou senti,
Se por breve voltasse a ser novo,
Seria o que sempre sonhei ter, o tempo
Pra sonhar o sonho de voltar a ser
Jovem com as barbas russas de velho
Ermita, rugoso e sábio por dentro como lixa,
No coração um olhar de moça virgem,
Surpresa por todas as fases,
Que a vida dela tem e do gozo na lisa pele,
Aposta na face como um troféu,
Resgatado de Atenas ou Hollywood.
Se por breve voltasse a ser moço,
Jamais quereria ter a braguilha no bolso,
E as ideias poucas que por estes dias,
Têm os nascidos velhos por dentro,
Todavia novos, (por pouco) como carcaças,
Remotas máquinas de olhar distante,
Com pouco miolo sob a fina côdea,
Se por tempo pouco, voltasse a ser novo,
Não quereria definitivamente ser carcaça
Seca, mas sim pão daquele que se come velho,
Mesmo com bolor por dentro, como o queijo.
Se por pouco voltasse a ser novo,
Voltaria o rosto pro sol-posto, lá seria
O meu novo lar e esqueceria o outro,
Onde cresci suposto filósofo sem carreira,
Nem clareira, poeta hipócrita, o que sobrou
De mim fica onde ficam todos no fim,
Onde sempre vivi e onde morro,
Se por tempo pouco, voltasse a ser novo…
Jorge Santos (01/2014)
Submited by
Ministério da Poesia :
- Se logue para poder enviar comentários
- 5085 leituras
Add comment
other contents of Joel
| Tópico | Título | Respostas | Views |
Last Post |
Língua | |
|---|---|---|---|---|---|---|
| Prosas/Contos | Batel | 0 | 6.918 | 12/21/2010 - 22:53 | Português | |
| Prosas/Contos | Horus | 0 | 5.954 | 12/21/2010 - 22:52 | Português | |
| Prosas/Fábula | Núria's Ring | 0 | 7.625 | 12/21/2010 - 22:50 | Português | |
| Poesia/Geral | Há-de vento | 0 | 6.944 | 12/21/2010 - 11:21 | Português | |
| Poesia/Geral | Altos | 0 | 8.024 | 12/21/2010 - 11:12 | Português | |
| Poesia/Geral | Flores Indizíveis | 1 | 4.362 | 12/18/2010 - 22:47 | Português | |
| Poesia/Geral | Samarkand | 1 | 6.052 | 12/17/2010 - 19:32 | Português | |
| Poesia/Geral | Bebe da minha Alma | 2 | 4.515 | 12/17/2010 - 01:11 | Português | |
| Poesia/Geral | solidão | 0 | 5.813 | 12/17/2010 - 00:18 | Português | |
| Poesia/Geral | Ela ia e Ele vinha | 0 | 7.122 | 12/17/2010 - 00:17 | Português | |
| Poesia/Geral | O templo | 0 | 5.294 | 12/17/2010 - 00:15 | Português | |
| Poesia/Geral | Tear | 0 | 6.038 | 12/16/2010 - 23:00 | Português | |
| Poesia/Geral | sei o Motivo | 0 | 8.039 | 12/16/2010 - 22:59 | Português | |
| Poesia/Geral | Elegia ao Silêncio | 0 | 6.552 | 12/16/2010 - 22:58 | Português | |
| Poesia/Geral | A margem de Ti | 0 | 6.059 | 12/16/2010 - 22:57 | Português | |
| Poesia/Geral | farol | 0 | 5.844 | 12/16/2010 - 22:55 | Português | |
| Poesia/Geral | Na Pressa de Chegar | 0 | 9.255 | 12/16/2010 - 22:54 | Português | |
| Poesia/Geral | Frases Partidas | 0 | 5.769 | 12/16/2010 - 22:53 | Português | |
| Poesia/Geral | No cair do Medo | 0 | 5.729 | 12/16/2010 - 22:52 | Português | |
| Poesia/Geral | Falta de definição | 0 | 4.471 | 12/16/2010 - 22:50 | Português | |
| Poesia/Intervenção | Voto em Branco | 0 | 5.729 | 12/16/2010 - 22:49 | Português | |
| Poesia/Geral | Quem Sonhou o Amor | 0 | 5.614 | 12/16/2010 - 22:47 | Português | |
| Poesia/Geral | O fim dos tempos | 0 | 3.621 | 12/16/2010 - 22:45 | Português | |
| Poesia/Geral | Cordéis ,Seis | 0 | 4.986 | 12/16/2010 - 22:40 | Português | |
| Poesia/Geral | Palavras Meias | 0 | 4.265 | 12/16/2010 - 22:30 | Português |






Comentários
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
cresci suposto filósofo sem
cresci suposto filósofo sem carreira,
Nem clareira, poeta hipócrita, o que sobrou
De mim fica onde ficam todos no fim,
Onde sempre vivi e onde morro,
cresci suposto filósofo sem
cresci suposto filósofo sem carreira,
Nem clareira, poeta hipócrita, o que sobrou
De mim fica onde ficam todos no fim,
Onde sempre vivi e onde morro,
cresci suposto filósofo sem
cresci suposto filósofo sem carreira,
Nem clareira, poeta hipócrita, o que sobrou
De mim fica onde ficam todos no fim,
Onde sempre vivi e onde morro,
suposto filósofo sem
suposto filósofo sem carreira,