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Maiakóvski
A blusa amarela de entardecer
que Maiakóvski quis fazer
pouco serviu para esconder
a vergonha de não ser.
De pouco serviu para cobrir
a nudez que se ousou não proibir.
Em nada agasalhou o sonho irrealizado
e por isso só somos o nobre gado de Mercado,
de andar aflito e couro queimado.
Gado e Homem marcado.
Por culpa de qual pecado?
A tortura me deixou eternizada
a Utopia atropelada,
enquanto o espelho só me devolve o Nada.
Onde paramos?
Onde estamos?
Que terra é essa companheiro?
Que mar é esse marinheiro?
Que Brasil é esse, brasileiro?
Brasil de braseiro,
daqueles que se sonhou por inteiro.
Lar de que não se esquece o cheiro.
Cheiro de rosas e de anoitecer.
Qual o amarelo que Maiakósvki quis tecer.
Mas agora tudo se foi moça bonita.
Talvez essa História nem seja escrita.
E no alto de cada palafita,
de trágicos olhos rolarão lágrimas aflitas.
E o entardecer de Maiakóvski sucumbirá
qual a Guerrilha no Pará.
Eu sei. Estive lá.
Dedicado a Thyago, que resgata Maiakóvsky
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Poesia :
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Comentários
Re: Maiakóvski
Fabio,
De todos teus trabalhos que já tive a oportunidade e o prazer de ler, este é um dos que mais gostei!
Vai para os favoritos!
BJ
Re: Maiakóvski
fabiovillela!
Maiakowski
Lindo texto, meus parabéns,
MarneDulinski
Re: Maiakóvski
Um poema com um que de saudosismo, singelo e real ao mesmo tempo. Gostei!