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Amor...que confusao

Muita gente, diz que, o amor é fácil de sentir, enquanto outros dizem que o amor dói muito. Esta é uma história de amor, que nos vai dizer o que acontece a este sentimento.
A Carolina era de uma terra onde todos se conheciam, uma vila. Todas as pessoas de lá a conheciam, mas ela não. Só vivia lá por viver, pois estava lá fisicamente, mas a sua cabeça noutro lugar.
Aos quatro anos, um ano antes de entrar para a primária, aconteceu – lhe uma coisa muito estranha. Era no Verão e a Carolina estava na praia com o seu pai, que era trabalhador num companhia de barcos. O pai da Carolina estava a puxar a rede do mar, e quando a Carolina estava ao pé da sua toalha, apareceu – lhe á frente um casal de aparência normal, e que lhe pergunta:
- Olá, pequenina, o que fazes aqui sozinha?
- Eu não estou sozinha.
- Queres vir até ali connosco, e depois nós trazemos – te até aqui outra vez
- Eu… não me importo de ir, mas tenho de ir perguntar primeiro ao meu pai, não se vão embora.
Quando chegou ao pé do seu pai, ela disse:
- Pai, posso ir até ali com aquele casal?
- Não fica aqui comigo!
Depois, de entre as pessoas, a Carolina disse ao casal que o pai não a deixava ir com eles.
As intenções do casal, não eram as melhores. Pois eles queriam levar a Carolina para o tráfico de crianças. E como a Carolina era pequena, bonita, com cabelos compridos e toda ela era morena. Pais que quisessem filhas não iriam faltar, pois todos os pais querem ter uma filha bonita. O único ponto desfavorável era a idade. Mas o casal não contou que a Carolina fosse tão obediente, e que como a maioria dos filhos iria facilmente embora com um desconhecido sem o conhecimento dos pais.
Quando começou a andar na primária, ela apaixonou – se por um rapaz que era da mesma idade, mas apenas era um bocado mais velho que ela, uma questão de meses. Ele chamava – se Pedro. O Pedro estava sempre a perguntar se a Carolina queria namorar com ele, e ela apesar de gostar dele, dizia que não. Mas não era só o Pedro que gostava da Carolina, o Luís (o melhor amigo do Pedro) também. O Luís nunca tinha dito ao seu amigo que também gostava da Carolina, pois achava que iria perder a sua amizade, então enquanto o Pedro falava nas maneiras de conquistar a Carolina, ele estava a fazer um enorme esforço para não lhe dizer.
Houve uma vez, a Carolina estava a falar com o Pedro, e o Luís possuído pelos ciúmes, foi para ao pé deles e interrompeu a conversa dizendo que tinham chamado a Carolina, por uma pura coincidência as suas amigas tinham mesmo chamado, pois já andavam desesperadas por não a encontrar. Entretanto, o Pedro por pouco não ficava chateado com o Luís, mas no final correu tudo bem.
Os anos foram passando, E a pouco, e pouco o Pedro deixou – se de interessar pela Carolina, porque estava farto de receber sempre a mesma resposta. Mas tornaram – se grandes e bons amigos.
No 7ºano, não era só a Carolina que gostava e se interessava pelo Pedro. A outra rapariga parecia estar também apaixonada, parecia que sentia o mesmo que a Carolina sentia pelo Pedro. A rapariga chamava – se Amanda e que era amiga quer da Carolina quer do Pedro. Este e a Amanda chegaram a andar, mas a coisa não durou muito tempo, porque ele acabou com ela pois não gostava mesmo dela.
A Amanda por outro lado, com o coração destroçado, até foi chorar no ombro da Carolina. A Carolina estava por um lado contente porque tinha mais hipóteses com o Pedro, mas por outro lado estava triste porque a Amanda também era sua amiga. Então a Carolina, encheu – se cheia de vontade de a ajudar, e perguntou:
- Mas, tens mesmo a certeza de que ele acabou contigo? Não estarás a fazer confusão?
- Tenho, até foi ele que me disse. – Disse choramingando.
- Não podes desistir, vai à luta.
- Vou tentar, obrigada. És uma boa amiga.
- Eu tento ser.
No 8ºano, a Amanda tinha desistido do Pedro, mas eles também ficaram amigos. A Carolina por outro lado, teve a sorte do amor da sua vida olhar para ela como uma namorada outra vez.
Tudo aconteceu numa visita de estudo…
Essa visita de estudo era no dia 1 e 2 de Março. A Carolina e a Miranda (a sua melhor amiga desde sempre) dormiram no mesmo quarto. Na porta ao lado quem lá ficou foram o Pedro e o Luís. O Luís por esta altura já lhe tinha passado a paixoneta pela Carolina. Ou não!
Eles vieram ao quarto da Carolina e Miranda e jogaram às cartas, ouviram anedotas e conversaram de tudo um pouco, desde os namoros da escola até aos políticos. Este divertimento durou até mais ou menos às duas horas da manhã.
O Luís disse, espantado com as horas:
- O Prof. deve vir aí, é melhor começar a mexer, porque nós já ultrapassamos o limite das horas.
- Até que horas eram? – Perguntou o Pedro.
- Até à 1:30 da manhã. – Disse, um bocadinho tímida a Carolina.
- Vou – me mas é pisgar daqui, adeus ás duas. E tu, Pedro, ficas aí a ganhar raízes, ou quê?
- Vou já. Estou aqui a ajudá – las a arrumar.
A Miranda já ensonada foi à casa – de – banho, trocar a roupa pelo pijama.
Quando a Miranda fechou a porta, eles, os dois, sentiram dois valentes arrepios de amor, talvez, se calhar foi por estarem os dois sozinhos.
Passados os arrepios e a maior parte da vergonha, a Carolina disse:
- Pedro, deixa ‘tar que eu arrumo, é melhor ires, muito melhor ires embora já, antes que o Prof. cá venha e ainda ralha contigo e comigo.
- Ok. Continuamos a jogar às cartas amanhã!
- Está bem. Eu acompanho – te à saída.
E então aconteceu…Tudo tão rápido…, ele beijou a Carolina e ela respondeu – lhe, retribuindo – lhe o beijo. Depois deste momento de grande, mas grande intensidade, o Pedro disse:
- Diverti – me bastante, principalmente agora, até amanhã.
- Hã!?!?? Ah sim, até amanhã.
Quando estava tudo apagado, ainda a Carolina estava acordada, a pensar num beijo como aquele, por um lado ela sabe que é bom porque gosta dele, mas por outro, ela não sabe se ele gosta realmente dela.
 

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quarta-feira, março 9, 2011 - 22:32

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