Governador de mim…

Sou governador de todas as derrotas,
O General desleal que a batalha perde,
Antes da guerra se anunciar na frente
De combate, um pedaço da muralha
De Jerusalém lá onde Abraão se lembrou
Ser pai dos judeus e arauto do Holocausto,
Genocídio de mim dentro e manso lamento,
Como manda aos vencidos lamber lento
As feridas , por certo sou o governador
Decretado para a derrota do Japão na guerra
Do Império,o “lambe-botas” de mim mesmo,
Flectido perante o “cabo-da-tola-esperança”
E o Adamastor do reino da intempérie,
Escuro, inquieto, que só me traz sofrimento …
Em uma barca com varizes de lenho,
Passeei a renuncia, paralelo ao que os olhos vêm,
Bandeiras amarelas, sem a posologia no rótulo,
Nada sei para o caso de virem perguntar,
Reduzo-me ao, “sem saber como”, sou governador
Da própria alma ou ela não precisa
Da prestação do mandato que trago comigo,
De momento não importa,
O que é inevitável é perder a guerra,
Ruidosamente e em força…
Joel matos (16/09/2015)
http://joel-matos.blogspot.com
Submited by
Ministério da Poesia :
- Login to post comments
- 16169 reads
Add comment
other contents of Joel
| Topic | Title | Replies | Views |
Last Post |
Language | |
|---|---|---|---|---|---|---|
| Ministério da Poesia/General | A Terra em dúvida… | 1 | 1.856 | 02/27/2018 - 09:04 | Portuguese | |
| Ministério da Poesia/General | …que fizer por cá… | 1 | 3.626 | 02/26/2018 - 19:25 | Portuguese | |
| Ministério da Poesia/General | Dorme em mim, parte de um país sem tecto… | 1 | 3.990 | 02/26/2018 - 15:53 | Portuguese | |
| Ministério da Poesia/General | O anel dos Nibelungos | 2 | 3.217 | 02/25/2018 - 19:59 | Portuguese | |
| Ministério da Poesia/General | Gente em Technicolor… | 1 | 3.674 | 02/25/2018 - 10:33 | Portuguese | |
| Ministério da Poesia/General | Nada me pertence. | 1 | 3.684 | 02/24/2018 - 21:58 | Portuguese | |
| Ministério da Poesia/General | Mal m’alembra o futuro. | 1 | 2.166 | 02/24/2018 - 21:55 | Portuguese | |
| Ministério da Poesia/General | O Homem é isto. | 1 | 3.604 | 02/24/2018 - 19:12 | Portuguese | |
| Ministério da Poesia/General | O frio sentir do meu rosto | 1 | 2.054 | 02/24/2018 - 09:41 | Portuguese | |
| Ministério da Poesia/General | Ensaio sobre a mediocridade. | 1 | 2.641 | 02/24/2018 - 09:40 | Portuguese | |
| Ministério da Poesia/General | A única felicidade leal é a felicidade dos outros. | 1 | 2.998 | 02/24/2018 - 09:38 | Portuguese | |
| Ministério da Poesia/General | Que encanto é o teu. | 1 | 3.213 | 02/23/2018 - 21:37 | Portuguese | |
| Ministério da Poesia/General | João Sente-Sóis. | 2 | 2.669 | 02/23/2018 - 21:32 | Portuguese | |
| Ministério da Poesia/General | Com o fim de ser feliz. | 1 | 3.877 | 02/23/2018 - 21:31 | Portuguese | |
| Ministério da Poesia/General | Poeta em falta. | 1 | 2.002 | 02/23/2018 - 21:31 | Portuguese | |
| Ministério da Poesia/General | Pudesse estar eu no caixão comigo ao lado. | 1 | 3.116 | 02/23/2018 - 21:30 | Portuguese | |
| Ministério da Poesia/General | Sem dúvida | 1 | 1.816 | 02/23/2018 - 21:29 | Portuguese | |
| Ministério da Poesia/General | Imagino Qu’inda o amo. | 1 | 3.347 | 02/23/2018 - 20:12 | Portuguese | |
| Ministério da Poesia/General | Que há, pra’lém do sonhar meu… | 1 | 2.154 | 02/23/2018 - 19:54 | Portuguese | |
| Ministério da Poesia/General | Medi-mo-nos em braças e em nós… | 1 | 2.813 | 02/23/2018 - 19:54 | Portuguese | |
| Ministério da Poesia/General | Longa é a noite em mim… | 1 | 3.601 | 02/23/2018 - 19:53 | Portuguese | |
| Ministério da Poesia/General | É desta missão de cifra que sou e padeço… | 1 | 3.928 | 02/23/2018 - 19:52 | Portuguese | |
| Ministério da Poesia/General | Tão natural como vim ao mundo | 1 | 2.365 | 02/23/2018 - 19:52 | Portuguese | |
| Ministério da Poesia/General | Teorema de Thales | 1 | 3.983 | 02/23/2018 - 19:51 | Portuguese | |
| Ministério da Poesia/General | Desfaz da minha alma o novelo | 1 | 3.728 | 02/23/2018 - 19:50 | Portuguese |






Comments
Fala numa língua estranha que
Fala numa língua estranha que só eu entendo,
A não ser que caia chuva e neve de gelo
No meu rosto demente de actor sem público,
Mostro que sei qualquer coisa útil apoiado
Nos ombros de cegos com real visão de tudo,
Fala numa língua estranha que
Fala numa língua estranha que só eu entendo,
A não ser que caia chuva e neve de gelo
No meu rosto demente de actor sem público,
Mostro que sei qualquer coisa útil apoiado
Nos ombros de cegos com real visão de tudo,
Fala numa língua estranha que
Fala numa língua estranha que só eu entendo,
A não ser que caia chuva e neve de gelo
No meu rosto demente de actor sem público,
Mostro que sei qualquer coisa útil apoiado
Nos ombros de cegos com real visão de tudo,
Fala numa língua estranha que
Fala numa língua estranha que só eu entendo,
A não ser que caia chuva e neve de gelo
No meu rosto demente de actor sem público,
Mostro que sei qualquer coisa útil apoiado
Nos ombros de cegos com real visão de tudo,
Fala numa língua estranha que
Fala numa língua estranha que só eu entendo,
A não ser que caia chuva e neve de gelo
No meu rosto demente de actor sem público,
Mostro que sei qualquer coisa útil apoiado
Nos ombros de cegos com real visão de tudo,
Fala numa língua estranha que
Fala numa língua estranha que só eu entendo,
A não ser que caia chuva e neve de gelo
No meu rosto demente de actor sem público,
Mostro que sei qualquer coisa útil apoiado
Nos ombros de cegos com real visão de tudo,
Fala numa língua estranha que
Fala numa língua estranha que só eu entendo,
A não ser que caia chuva e neve de gelo
No meu rosto demente de actor sem público,
Mostro que sei qualquer coisa útil apoiado
Nos ombros de cegos com real visão de tudo,
Fala numa língua estranha que
Fala numa língua estranha que só eu entendo,
A não ser que caia chuva e neve de gelo
No meu rosto demente de actor sem público,
Mostro que sei qualquer coisa útil apoiado
Nos ombros de cegos com real visão de tudo,
Fala numa língua estranha que
Fala numa língua estranha que só eu entendo,
A não ser que caia chuva e neve de gelo
No meu rosto demente de actor sem público,
Mostro que sei qualquer coisa útil apoiado
Nos ombros de cegos com real visão de tudo,
Fala numa língua estranha que
Fala numa língua estranha que só eu entendo,
A não ser que caia chuva e neve de gelo
No meu rosto demente de actor sem público,
Mostro que sei qualquer coisa útil apoiado
Nos ombros de cegos com real visão de tudo,