Neruda Passáro

Neruda Passáro

Neruda Pássaro

Que Neruda Vivesse
Pra me vir sarar,
Como ele mesmo disse:
-“Com uma só pena”,

Sei que nunca tive exilio
Tão real quanto
O dele, poema tão vivo
De vida em verde,

Tão madressilva,
De vermelho loiro,
Semelhante a fogo
Maduro, azul pálio,

Se Neruda visse
Esta carta escrita,
Não saberia que fui eu,
Nem faria diferença,

Abro os braços
E sonho, sonhando
Amigos e sonhadas
Coisas que nunca somos,

Nem meus próprios
Sonhos sou,
Independente de quem
Eles sejam.

Que Neruda viesse
Tenho Dúvida,
Conhecendo Pablo,
Detrás prá frente,

De modo a tomá-lo
Por meu irmão passáro,
Pura inveja ? – sim
camarada, porque não

Pablo !? Passáro .

Jorge Santos ( 14 Dezembro 2022)

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Friday, November 24, 2023 - 10:12

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Que Neruda Vivesse
Pra me vir sarar,
Como ele mesmo disse:
-“Com uma só pena”,

Sei que nunca tive exilio
Tão real quanto
O dele, poema tão vivo
De vida em verde,

Tão madressilva,
De vermelho loiro,
Semelhante a fogo
Maduro, azul pálio,

Se Neruda visse
Esta carta escrita,
Não saberia que fui eu,
Nem faria diferença,

Abro os braços
E sonho, sonhando
Amigos e sonhadas
Coisas que nunca somos,

Nem meus próprios
Sonhos sou,
Independente de quem
Eles sejam.

Que Neruda viesse
Tenho Dúvida,
Conhecendo Pablo,
Detrás prá frente,

De modo a tomá-lo
Por meu irmão passáro,
Pura inveja ? – sim
camarada, porque não

Pablo !? Passáro .

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Que Neruda Vivesse
Pra me vir sarar,
Como ele mesmo disse:
-“Com uma só pena”,

Sei que nunca tive exilio
Tão real quanto
O dele, poema tão vivo
De vida em verde,

Tão madressilva,
De vermelho loiro,
Semelhante a fogo
Maduro, azul pálio,

Se Neruda visse
Esta carta escrita,
Não saberia que fui eu,
Nem faria diferença,

Abro os braços
E sonho, sonhando
Amigos e sonhadas
Coisas que nunca somos,

Nem meus próprios
Sonhos sou,
Independente de quem
Eles sejam.

Que Neruda viesse
Tenho Dúvida,
Conhecendo Pablo,
Detrás prá frente,

De modo a tomá-lo
Por meu irmão passáro,
Pura inveja ? – sim
camarada, porque não

Pablo !? Passáro .

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Que Neruda Vivesse
Pra me vir sarar,
Como ele mesmo disse:
-“Com uma só pena”,

Sei que nunca tive exilio
Tão real quanto
O dele, poema tão vivo
De vida em verde,

Tão madressilva,
De vermelho loiro,
Semelhante a fogo
Maduro, azul pálio,

Se Neruda visse
Esta carta escrita,
Não saberia que fui eu,
Nem faria diferença,

Abro os braços
E sonho, sonhando
Amigos e sonhadas
Coisas que nunca somos,

Nem meus próprios
Sonhos sou,
Independente de quem
Eles sejam.

Que Neruda viesse
Tenho Dúvida,
Conhecendo Pablo,
Detrás prá frente,

De modo a tomá-lo
Por meu irmão passáro,
Pura inveja ? – sim
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