A água cai e fertiliza a terra

?

A água cai e fertiliza a terra sem explicar como nem porquê
Assim nasce uma vida enquanto realizo o mundo inteiro
E sinto na planta dos pés esta verdade universal

Nos primeiros passos que dou a descobri o passar das horas
A imaginar o passar dos dias e a inventar o passar dos anos
Vivendo breves metamorfoses  
Numa directa existência rumo a um vazio memorável 

Do nada nascem poemas
E nascem jardins entre prisões 
Da liberdade nasce uma brisa que suave me sopra o corpo.

Vivo breves metamorfoses sem me conhecer
Vivo outra vez
Mas estranho-me sempre nas úlceras do tempo.

A água cai e fertiliza a terra sem explicar como nem porquê
Nascem jardins entre prisões enquanto realizo uma dor.
Quero-me através do tempo como se fosse hoje falar de mim
Para não me esquecer que vivi. 

______________________________________________

http://loftspell.blogspot.pt/

Submited by

Lunes, Abril 9, 2012 - 19:39

Poesia :

Su voto: Nada (8 votos)

loftspell

Imagen de loftspell
Desconectado
Título: Membro
Last seen: Hace 8 años 50 semanas
Integró: 03/16/2011
Posts:
Points: 242

Comentarios

Imagen de SuzeteBrainer

Querido amigo

Fico sempre extasiada ao contactar com teus poemas, é de uma beleza sem fim, o mergulhar na profundidade filosófica das tuas palavras e sai transformada, com a transcedência dos sentires, que em mim provocam...

Adoro e adoro a tua poesia!!!
"Vivo breves metamorfoses sem me conhecer
Vivo outra vez
Mas estranho-me sempre nas úlceras do tempo."
Lindo,lindo!!!

Bj.

Imagen de MariaButterfly

A agua caí e no tempo nasco

A agua caí
e no tempo nasco outro vez.

pedaços de mim caem na chuva
sou outra vez.

gosto sempre da tua poesia

Beijo

Add comment

Inicie sesión para enviar comentarios

other contents of loftspell

Tema Título Respuestas Lecturas Último envíoordenar por icono Idioma
Poesia/General A porta dois 0 1.099 05/05/2013 - 11:26 Portuguese
Poesia/General A água cai e fertiliza a terra 2 2.034 04/10/2012 - 00:32 Portuguese
Poesia/General Quando a brisa vem serena 1 1.490 02/29/2012 - 22:31 Portuguese
Prosas/Otros O homem da máquina a vapor 1 1.347 02/14/2012 - 20:48 Portuguese
Poesia/General A porta nova da casa velha 3 1.381 01/19/2012 - 23:36 Portuguese
Poesia/General Cabem entre os homens oceanos inteiros 2 1.319 01/13/2012 - 00:42 Portuguese
Poesia/General Sobre o sentido da vida 3 1.692 01/02/2012 - 22:58 Portuguese
Poesia/General Urgência – A pele sensível das lágrimas 1 1.361 12/31/2011 - 00:23 Portuguese
Poesia/General Urgência – O azul das tuas lagoas profundas 1 1.347 12/31/2011 - 00:12 Portuguese
Poesia/General Urgência – As eras do silêncio 1 1.353 12/29/2011 - 21:53 Portuguese
Poesia/General Urgência – Os despojos do corpo 0 1.094 12/28/2011 - 10:08 Portuguese
Poesia/General O veículo ou consciência como origem e extinção [A anti-espécie 0 1.478 12/12/2011 - 19:37 Portuguese
Poesia/General Era tempo de morte e ainda não tinha nascido 1 1.561 11/25/2011 - 23:21 Portuguese
Poesia/General O que é contemplar, senão olhar com o pensamento 3 1.759 11/19/2011 - 16:33 Portuguese
Poesia/General As esferas que moldam o mundo [a vida 1 1.730 11/15/2011 - 15:12 Portuguese
Poesia/General Palavras definem palavras 2 1.566 10/27/2011 - 19:52 Portuguese
Poesia/General Escrevo poemas no olhar das pessoas 2 2.032 10/22/2011 - 14:16 Portuguese
Poesia/General Quantas gaivotas sobrevoaram os meus pensamentos 1 2.260 10/07/2011 - 19:51 Portuguese
Poesia/General As cidades ainda brilham 2 1.729 10/02/2011 - 21:05 Portuguese
Poesia/General As brancas do meu pensamento 0 1.627 09/30/2011 - 00:10 Portuguese
Poesia/General Renova-se o mundo nas tardes do meu olhar 1 1.557 09/19/2011 - 01:23 Portuguese
Poesia/General Cada vez que assomo à janela e o vento bate assim 1 1.610 08/31/2011 - 20:45 Portuguese
Poesia/General É meia-noite e a Lua chama-se amor 0 1.686 08/17/2011 - 17:02 Portuguese
Poesia/General Em cantos da alma 2 1.524 08/05/2011 - 22:21 Portuguese
Poesia/General Morrem no peito Legiões 2 1.424 07/01/2011 - 15:45 Portuguese