Impossíveis regressos

Já não há caminhos de águas
seca-me a boca a lonjura
terras por mim semeadas
prontas à ceifa amargura
alimentai-me as raízes
a quem dei asas de vento
iludi-me sons felizes
num canto do sentimento.

Já não há seivas de vinho
lameiros verdes em flor
um só breve passarinho
a matar-se por amor
cravando no peito aberto
os seus trinados finais
como se sentisse perto
o voo dos seus rivais.

Já não há chuvas descendo
ao beijo que demorei
só um arco descrevendo
as cores que nunca pintei
no meus olhos planto névoas
a segar lá para Agosto
declínios de sal em tréguas
temperando-me o desgosto.

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Jueves, Febrero 21, 2013 - 17:18

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Sterea

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obrigado pela partilha

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Imagen de Joel

Já não há caminhos de águas

Já não há caminhos de águas

nem outros sonhos que trazia comigo
trago a visão detalhada do trigo amanhado
orvalhado os caminhos são outra ideia
não um sonho assumido, diverso quando havia

Diversos

Imagen de Nuno Lago

Impossíveis regressos

O passado é passado, mas o futuro tem sempre surpresas e por vezes inacreditáveis. Ah, é preciso estarmos sempre receptivos aos momentos inesquecíveis... Belo poema, Teresa! Tem os teus traços e marcas.

Beijo

Nuno

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