impróprio para consumo
impróprio para consumo
não deviam respirar o ar que de mim provêm
como respiram o ar das árvores
eu não sou uma árvore e o meu ar não é puro
mas também não sou ninguém
para impedir que respirem o ar que de mim provêm
as árvores que são árvores
deixam o seu ar como dádiva para todos
mas eu não sou uma árvore
sou no máximo um galho torto
carbonizado pela fogueira dos dias
gasto pela erosão das noites
todo o ar que de mim provêm está contaminado
por parte da minha existência imperfeita
e é impróprio para consumo
mas à parte disto e por solidariedade às árvores
coloco a cabeça no cepo
venham com os machados e sirvam-se
que o pouco de puro que ainda existe em mim
serve para combustão dos comboios a vapor
L.C.
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Martes, Febrero 22, 2011 - 00:17
Poesia :
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Comentarios
improprio para consumo... o
improprio para consumo...
o titulo chamou-me a atençao,
quando dizes:
coloco a cabeça no cepo
venham com os machados e sirvam-se
que o pouco de puro que ainda existe em mim
serve para combustão dos comboios a vapor
como se disseses que seja como for...
continuas,continua.
deixa nos a pensar,
gostei,beijos