Cai o conforto desta mágoa ao fim da tarde

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Cai o conforto desta mágoa ao fim da tarde.
Na meia-luz abre-se o tempo, onde a fogueira ainda arde
Consumindo em labaredas o futuro, o passado

E todos os meus desideratos

Como brasas incandescentes sopradas pelo vento
Queimando a vida lentamente
Os destinos
Os dilemas
Dúvidas
E certezas
Queimando o oxigénio que me falta

Cai o sol entre retratos pelos dedos sombreados
Onde os medos que enfrento, apenas trazem solidão.
Abrem-se noites no meu peito, nos momentos recordados

Abrem-se vãos, enquanto caminho pelo chão.

Cai a vida lentamente ao fim da tarde
Como lenta sinto a queda do meu corpo neste ponto

Este silêncio absoluto em que me encontro.
 

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Lunes, Mayo 9, 2011 - 19:10

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loftspell

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Cai o conforto desta mágoa ao fim da tarde

Lindo texto, gostei muito!

Meus parabéns,

MARNE

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