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Laços da língua

Ocultaste alguma forma descrita
Por lábios que não sonham
Safo quando rezam o doce toque do beijo.

Assim, assinalas vagarosamente
O tempero que respira o cenho franzido
Tão como no revelar do entardecer
Em olhos escritos nas linhas
Do triste papel sol dizendo adeus.

Vieste de longe estando aqui mesmo

Esquadrinhas mais uma vez,
Mas por favor, não esfolas nem esfaqueias
A minha inútil presença.

Inanimada presença minha inútil
Refletida numa exótica garrafa Hapsburg!

Sutilmente estranhavelmente voas pela porta
Saqueias com destreza um olhar
Arpoas com sabedoria uma palavra
Recém-nascida dum pensamento prenhe.

Um fino som de ferido sino aldravaste,
Tão adelgaçado!

De vez em quando choras o mundo em chamas
Num apocalipse dantesco apocalíptico
Dentro atentamente dentro de si guerreias.
És o horizonte partido perdido
Que se esqueceu nu em pranto
Ao leme desatino dum barco fantasma
Esperando uma colisão espontânea.

Com os olhos semicerrados
E mesmo com minha presença distante
Sua voz agigantou-se aos meus ouvidos:
Subtrais o seu nome à zero
Cada vez que escarra um perdão

Ainda assim, mamas com prazer a bebida
E tragas com dor o tabaco

 

 

 

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sábado, julho 9, 2011 - 18:14

Poesia :

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Alcantra

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