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O mugido
Naquela terra vazia jazia uma vaca... viva.
Uma vaca de pouca sorte: último ser vivo da esfera.
De tanto mugir desfalecera,
E passou a olhar o céu cinzento com olhos chochos,
E resolveu um dia declarar-se morta.
Mas por ter pouca sorte, não adiantou muito declarar-se morta.
A vida persistia como uma peste.
E a vaca mugia de desespero, um mugido por demais infeliz e fraco.
Os mugidos correram pelo ar poeirento,
Atravessaram desertos e abismos imensos.
E nada...
Crepúsculos depois, a vaca desistiu:
Calou-se de vez.
Mas a morte correu para mais longe da pobre infeliz.
Mas o tempo passou, e a morte foi obrigada a buscar a vaca.
Enfim, lá se foi ela, toda sorridente e magra.
Na terra despovoada, o vento varria as planícies e os montes.
Com exceção do uivo triste do vento, nenhum som existia na esfera.
Porém, algo aconteceu.
O mugido da vaca voltou, agora, um mugido viçoso,
Cheio de encanto e autoridade.
Fato estranho, não existia mais vaca.
Mas o mugido estava lá: mugindo.
O próprio silêncio resolveu averiguar aquele misterioso acontecimento,
E correu a terra em busca da fonte de tão curioso barulho.
Não encontrou coisa alguma,
Mas, num ponto longínquo,
Uma sombra riu baixinho...
(Quebrando o silêncio com outro som)
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Comentários
Re: O mugido
Mas o tempo passou, e a morte foi obrigada a buscar a vaca.
Enfim, lá se foi ela, toda sorridente e magra.
Muito interessante e cómico!!!
Gostei...
:-)
Re: O mugido
como sempre ficou otimo...
bjs...