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Fazer amor, e depois morrer...

O vagalume acabara de despertar-se de seu sono, bocejou um pouco e se espreguiçou.
É sempre assim, logo que o sol se oculta atrás da serra chega a sua vez de acordar.
Prepara-se para sair, abastecendo sua bateria para partir em busca de seu par sexual.
Pousa em algumas flores e se alimenta para suportar sua batalha de sempre.
Sai voando na altura das árvores, mantendo sua lanterna acesa no pisca-pisca.
Logo se encontra com outros vagalumes, mas, nesse pequeno grupo não havia fêmeas.
Ele pensa rápido: "Terei de escolher outra área, onde a concorrência seja bem menor".
Muda então sua direção e vai iluminar uma planície onde existem muito poucas árvores.
Olha para o céu e percebe que a lua está muito clara, quando passa a economizar sua energia.
Ao passar por um pequeno córrego, testemunha uma barulhenta festa de inúmeros batráquios.
Então, ele diz baixinho prá si mesmo: "Não posso passar mais baixo, senão, serei presa fácil."
Algumas horas já se passaram desde o momento em que ele deixou sua morada para voar.
Não seria aconselhável para ele distanciar-se muito mais de sua casa, então ele pousa por ali mesmo.
Ilumina daqui e dali, mas não consegue ter o sucesso esperado. Decide-se por retornar para junto dos demais.
Ao longe ele consegue avistá-los devido às lanternas acesas, que são diversas.
Passando novamente sobre a agitada festa dos batráquios ouve um alto grito: "Veja, minha gente, alimento!".
Mas, ele fica sossegado por estar bem alto para ser alcançado pelos sapos ou rãs.
Diminui bem a velocidade quando ouve um assobio de uma vagalume fêmea, e não demora a localizá-la.
Ela estava voando bem mais abaixo dele, colocando-se quase ao alcance dos batráquios.
O nosso vagalume altera o seu voo e rapidamente mergulha no espaço na direção daquela atraente fêmea.
Chegando bem próximo, diz a ela: "Olá, querida fêmea. Estava exatamente à sua procura".
Respondendo a ele, ela fala: "A noite está tão bela, mocinho. Vamos fazer amor?".
Enlouquecidos que estão, eles voam para seu ninho e logo consumam a tão aguardada felicidade.
Infelizmente, já era final de verão, e eles já se acasalaram, todavia, jamais chegarão ao outono, estação que virá logo a seguir. É a dura "Lei da Natureza", da reprodução das espécies ... Os vagalumes normalmente se acasalam no verão e antes que entre o outono, eles morrem.

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terça-feira, março 15, 2011 - 08:47

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Agnaldo_Costa

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