“Ora que morre”

Enormes montanhas vissem igual

De modo que vem, erguido do vento

Outro possa que te faça Portugal

Quando ali, és bolso de alimento

Tem-se ideia que venha primitivo

De grande dose, em ciência convertido…

 

Que fosse nariz, seio de luxo perdura

E de abundância, que tudo deveria

Ceder ante mim, acaso de uma aventura

Passeata de jardim; entenda que parecia

Sala abobadada; passagem misteriosa

Povoada Abadia e arma impiedosa…

 

Que tenham sucedido as máximas mais espantosas

Sublimes lições, de moral, de Homem recebeu

Quando escapa às arremetidas das vozes maldosas

Ingerindo veneno, no terror aconteceu

Por terrível tempestade pobre criança corre

Para fazer a idade e, ora que morre.

***

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Tuesday, August 9, 2011 - 01:48

Poesia :

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antonioduarte

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