Crónicas de Jasmim - 7 - Despojos de Guerra

D’ ímpeto, desmedido caído sossego,
Embrenhado cair, placitude plasmática,
Amainou, esvaneceu-se o gigante ego,
Calma sobreposta, uma quietude beática.

Sobre o manto d’ areia, grãos e suor, restos!
Restos de um feroz lutar, um cavaleiro deposto,
Indigentes, esfacelados em destroços funestos,
Ficou nada mais que um retrato d’ um desgosto!

Jasmim chora! Sente-os tão perto…
Ainda vivos?! Um aperto!

Amainados trovejos, mortos os gritos,
Após tempestade e banidos os despojos,
Silhuetas desmaiadas sem mais alentos,
Figuras sumidas, é hora, é tempo de nojo!

O tempo clareou, deificou imensa des-gloria,
Renasceram verdes, erguidos azuis celestes,
Um discorrer primaveras, prantos e alegoria,
Ululações de um reviver, sorvidos e deleites.

Pedro Martins

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Thursday, July 22, 2010 - 11:02

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Re: Crónicas de Jasmim - 7 - Despojos de Guerra

Essas crónicas devem estar impressas, pois têm imagens fantásticas

Um gosto ler

beijo

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