O fim-das-coisas

Quero ver o fim-das-coisas
Quero ir cheirar o caos
Depois do incêndio dos corpos
E caminhar por destroços
Das casas que foram amor
Beber lava de vulcão
Em erupção cutânea
Suores frios escorridos
Pelo medo adormecido
Que a morte sempre traz

Quero meus dedos marcados
Na fuligem das memórias
Sobreviventes de histórias
Que me deixaram contar
Quero ter nas minhas mãos
O fumo do indelével
Ver a luz, o fim-das-coisas
Para depois vos dizer
Com ressuscitar de palavras
Como foi então morrer

Submited by

Sunday, February 20, 2011 - 19:22

Poesia :

No votes yet

NunoG

NunoG's picture
Offline
Title: Membro
Last seen: 14 years 46 weeks ago
Joined: 01/02/2010
Posts:
Points: 937

Add comment

Login to post comments

other contents of NunoG

Topic Title Replies Views Last Postsort icon Language
Poesia/Love venha 2 1.617 01/02/2010 - 16:36 Portuguese
Poesia/Love ser teus olhos 2 1.815 01/02/2010 - 15:19 Portuguese
Poesia/Love résteas do verbo amar 1 1.832 01/02/2010 - 12:54 Portuguese