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Do avesso

Do avesso

Uma aldeia, (que de roupa ela me vista), o fogo
Leva-me da raiz da minha vista “ao monte” travesso,
Sopra-me a inquietação dessa ideia de xisto negro
E poejo, onde o pensar é cego, o beijo longo, longo

E o meu olhar, um legado alado, logro é engano
Como tudo o que e em que me revisto, sangro
Da roupa que'en minh'aldeia é ser gente, o dote
È o sossego de sonhar acordando e vendo o ontem,

Com olhos “à maneira que os ponho” alavancados,
Elevam-me da raiz à minha origem de congro,
À minha infância de recato e regato, o ombro tolerante
Nas fontes, em frente do mato bravo o verde manso,

Da ponte fluvial à velha guarita, do alto monte, do corgo
Ao calvo escombro ardido, mais que poema ou esforço
È o meu grito rouco, a dor de ter perdido meu rosto,
A aldeia, o burel de que me vestia completo desd’o berço,

Parido descaço, colado à via que havia, escura sinistra,
Menor o grau da escada que a cansada estrada, desafio-a
Já que César nunca serei, eu fui das minhas sensações
O próprio veneno, campos rústicos de trigo, o umbigo

Do que havia plantado há apenas alguns dias, humilde
O milho sem proprietário dono, erva daninha è trigo
Triste e a minha aldeia não existe senão na ideia que dela
Um dia tive, ao virar meu coração de cima abaixo

E do avesso … cantando encantado.

Joel Matos ( Setembro 2022)

http://joel-matos.blogspot.com

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domingo, novembro 20, 2022 - 19:50

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Joel

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Viva hoje

Viver agora é um gesto silencioso de rebeldia.
É escolher sentir antes de explicar,
Errar antes de paralisar,
Amar antes que vire lembrança.

Há quem passe a vida preparando-se para viver,
Como se a existência fosse um ensaio interminável.
Mas o palco já está iluminado.
O público é o tempo.
E o tempo não aplaude adiamentos.

Viva hoje.
Não como quem corre sem saber o caminho,
Mas como quem finalmente sabe onde pisa.

Poema: Odair José, Poeta Cacerense

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Viva hoje

Viver agora é um gesto silencioso de rebeldia.
É escolher sentir antes de explicar,
Errar antes de paralisar,
Amar antes que vire lembrança.

Há quem passe a vida preparando-se para viver,
Como se a existência fosse um ensaio interminável.
Mas o palco já está iluminado.
O público é o tempo.
E o tempo não aplaude adiamentos.

Viva hoje.
Não como quem corre sem saber o caminho,
Mas como quem finalmente sabe onde pisa.

Poema: Odair José, Poeta Cacerense

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Viva hoje

Viver agora é um gesto silencioso de rebeldia.
É escolher sentir antes de explicar,
Errar antes de paralisar,
Amar antes que vire lembrança.

Há quem passe a vida preparando-se para viver,
Como se a existência fosse um ensaio interminável.
Mas o palco já está iluminado.
O público é o tempo.
E o tempo não aplaude adiamentos.

Viva hoje.
Não como quem corre sem saber o caminho,
Mas como quem finalmente sabe onde pisa.

Poema: Odair José, Poeta Cacerense

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Viva hoje

Viver agora é um gesto silencioso de rebeldia.
É escolher sentir antes de explicar,
Errar antes de paralisar,
Amar antes que vire lembrança.

Há quem passe a vida preparando-se para viver,
Como se a existência fosse um ensaio interminável.
Mas o palco já está iluminado.
O público é o tempo.
E o tempo não aplaude adiamentos.

Viva hoje.
Não como quem corre sem saber o caminho,
Mas como quem finalmente sabe onde pisa.

Poema: Odair José, Poeta Cacerense

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Viva hoje

Viver agora é um gesto silencioso de rebeldia.
É escolher sentir antes de explicar,
Errar antes de paralisar,
Amar antes que vire lembrança.

Há quem passe a vida preparando-se para viver,
Como se a existência fosse um ensaio interminável.
Mas o palco já está iluminado.
O público é o tempo.
E o tempo não aplaude adiamentos.

Viva hoje.
Não como quem corre sem saber o caminho,
Mas como quem finalmente sabe onde pisa.

Poema: Odair José, Poeta Cacerense

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Viva hoje

Viver agora é um gesto silencioso de rebeldia.
É escolher sentir antes de explicar,
Errar antes de paralisar,
Amar antes que vire lembrança.

Há quem passe a vida preparando-se para viver,
Como se a existência fosse um ensaio interminável.
Mas o palco já está iluminado.
O público é o tempo.
E o tempo não aplaude adiamentos.

Viva hoje.
Não como quem corre sem saber o caminho,
Mas como quem finalmente sabe onde pisa.

Poema: Odair José, Poeta Cacerense

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Do avesso Uma aldeia, (que de

Do avesso

Uma aldeia, (que de roupa ela me vista), o fogo
Leva-me da raiz da minha vista “ao monte” travesso,
Sopra-me a inquietação dessa ideia de xisto negro
E poejo, onde o pensar é cego, o beijo longo, longo

E o meu olhar, um legado alado, logro é engano
Como tudo o que e em que me revisto, sangro
Da roupa que'en minh'aldeia é ser gente, o dote
È o sossego de sonhar acordando e vendo o ontem,

Com olhos “à maneira que os ponho” alavancados,
Elevam-me da raiz à minha origem de congro,
À minha infância de recato e regato, o ombro tolerante
Nas fontes, em frente do mato bravo o verde manso,

Da ponte fluvial à velha guarita, do alto monte, do corgo
Ao calvo escombro ardido, mais que poema ou esforço
È o meu grito rouco, a dor de ter perdido meu rosto,
A aldeia, o burel de que me vestia completo desd’o berço,

Parido descaço, colado à via que havia, escura sinistra,
Menor o grau da escada que a cansada estrada, desafio-a
Já que César nunca serei, eu fui das minhas sensações
O próprio veneno, campos rústicos de trigo, o umbigo

Do que havia plantado há apenas alguns dias, humilde
O milho sem proprietário dono, erva daninha è trigo
Triste e a minha aldeia não existe senão na ideia que dela
Um dia tive, ao virar meu coração de cima abaixo

E do avesso … cantando encantado.

Joel Matos ( Setembro 2022)

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Do avesso Uma aldeia, (que de

Do avesso

Uma aldeia, (que de roupa ela me vista), o fogo
Leva-me da raiz da minha vista “ao monte” travesso,
Sopra-me a inquietação dessa ideia de xisto negro
E poejo, onde o pensar é cego, o beijo longo, longo

E o meu olhar, um legado alado, logro é engano
Como tudo o que e em que me revisto, sangro
Da roupa que'en minh'aldeia é ser gente, o dote
È o sossego de sonhar acordando e vendo o ontem,

Com olhos “à maneira que os ponho” alavancados,
Elevam-me da raiz à minha origem de congro,
À minha infância de recato e regato, o ombro tolerante
Nas fontes, em frente do mato bravo o verde manso,

Da ponte fluvial à velha guarita, do alto monte, do corgo
Ao calvo escombro ardido, mais que poema ou esforço
È o meu grito rouco, a dor de ter perdido meu rosto,
A aldeia, o burel de que me vestia completo desd’o berço,

Parido descaço, colado à via que havia, escura sinistra,
Menor o grau da escada que a cansada estrada, desafio-a
Já que César nunca serei, eu fui das minhas sensações
O próprio veneno, campos rústicos de trigo, o umbigo

Do que havia plantado há apenas alguns dias, humilde
O milho sem proprietário dono, erva daninha è trigo
Triste e a minha aldeia não existe senão na ideia que dela
Um dia tive, ao virar meu coração de cima abaixo

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Do avesso Uma aldeia, (que de

Do avesso

Uma aldeia, (que de roupa ela me vista), o fogo
Leva-me da raiz da minha vista “ao monte” travesso,
Sopra-me a inquietação dessa ideia de xisto negro
E poejo, onde o pensar é cego, o beijo longo, longo

E o meu olhar, um legado alado, logro é engano
Como tudo o que e em que me revisto, sangro
Da roupa que'en minh'aldeia é ser gente, o dote
È o sossego de sonhar acordando e vendo o ontem,

Com olhos “à maneira que os ponho” alavancados,
Elevam-me da raiz à minha origem de congro,
À minha infância de recato e regato, o ombro tolerante
Nas fontes, em frente do mato bravo o verde manso,

Da ponte fluvial à velha guarita, do alto monte, do corgo
Ao calvo escombro ardido, mais que poema ou esforço
È o meu grito rouco, a dor de ter perdido meu rosto,
A aldeia, o burel de que me vestia completo desd’o berço,

Parido descaço, colado à via que havia, escura sinistra,
Menor o grau da escada que a cansada estrada, desafio-a
Já que César nunca serei, eu fui das minhas sensações
O próprio veneno, campos rústicos de trigo, o umbigo

Do que havia plantado há apenas alguns dias, humilde
O milho sem proprietário dono, erva daninha è trigo
Triste e a minha aldeia não existe senão na ideia que dela
Um dia tive, ao virar meu coração de cima abaixo

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Leva-me da raiz da minha vista “ao monte” travesso,
Sopra-me a inquietação dessa ideia de xisto negro
E poejo, onde o pensar é cego, o beijo longo, longo

E o meu olhar, um legado alado, logro é engano
Como tudo o que e em que me revisto, sangro
Da roupa que'en minh'aldeia é ser gente, o dote
È o sossego de sonhar acordando e vendo o ontem,

Com olhos “à maneira que os ponho” alavancados,
Elevam-me da raiz à minha origem de congro,
À minha infância de recato e regato, o ombro tolerante
Nas fontes, em frente do mato bravo o verde manso,

Da ponte fluvial à velha guarita, do alto monte, do corgo
Ao calvo escombro ardido, mais que poema ou esforço
È o meu grito rouco, a dor de ter perdido meu rosto,
A aldeia, o burel de que me vestia completo desd’o berço,

Parido descaço, colado à via que havia, escura sinistra,
Menor o grau da escada que a cansada estrada, desafio-a
Já que César nunca serei, eu fui das minhas sensações
O próprio veneno, campos rústicos de trigo, o umbigo

Do que havia plantado há apenas alguns dias, humilde
O milho sem proprietário dono, erva daninha è trigo
Triste e a minha aldeia não existe senão na ideia que dela
Um dia tive, ao virar meu coração de cima abaixo

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