CONCURSOS:

Edite o seu Livro! A corpos editora edita todos os géneros literários. Clique aqui.
Quer editar o seu livro de Poesia?  Clique aqui.
Procuram-se modelos para as nossas capas! Clique aqui.
Procuram-se atores e atrizes! Clique aqui.

 

Doa a quem doa, o doer …

Doa a quem doa, o doer

Diz-se que quem não se sente – “não é boa gente”, gente não sou, nem de bons costumes nem excessivamente afeiçoado a ditados populares, ditaduras impopulares, sentimentos ousados, rosados ou pintados, mas sei que convivo com uma pitoresca “popularesca” francamente insensível, má soldadesca de rede social em part-time, de chiqueiro … esta. O que aparentemente não me valoriza nem me perdoa, apenas me desgasta, emporcalha, por outro lado inspira-me, pois tudo quanto não nos mata, enfatiza-nos, valoriza-nos. Sou um respeitoso desdenhador, mas também desenhador de notações fálicas, enfáticas e acima de tudo sou pouco simpático de cara, sorumbático de rosto, embora afável no que diz respeito a relações cutâneas externas e extremas, tendo em conta que a espontaneidade e o gosto, estão para a escrita, mesmo a fictícia quanto a sensibilidade na formatação do carácter e na cara, na cor que escolhemos e que vestimos para sair à rua logo de manhãzinha cedo, o tom das pantufas de quarto por exemplo.
Não creio que importe a forma exacta, realista como expomos a nossa intencionalidade e racionalidade, não somos tímidas iguanas paralíticas, seguimos o impulso parasitário, eu por exemplo detesto a inercia e a reles insignificância frásica, mas acima de tudo a vileza e a sordidez instituídas, mexem-me com os tímpanos centrais meridionais, não que a opinião alheia me interesse ou gratifique, estou ciente da minha fraca vantagem ou desvantagem face a muitos que não simples actores situacionistas, não há escalas de valores fiduciários na escrita, há sim uma escola de valores gerais, um poeta pode amar o amanhecer e é nessa escala, nessa trincheira que valoriza o som das palavras cheirando a mundo, a inocência das copas nas árvores das florestas, dos céus trigueiros em festa, do grafitti urbano e do alcatrão derretido e não a indecência brejeira, corriqueira do diz que disse, do fez que fez, espalhafatosos e doentios, absurdos de papo cheio, de bate papo banal, merdoso, fraldiqueiro de triste realidade social, do pretensioso dedo mindinho em riste que não no chá das cinco e trinta e cinco, há que saber esgrimir até com tijolos e pedras, mas sempre acima da linha da cintura e à altura dos olhos na testa … azuis claros.
A negação oca, gratuita, o “bullying” é inconjugável, é ácido, cancerígeno e gera metástases, sofrimento, é criminoso na intenção dolosa, doentia de quebrar o que de mais divino possuímos, a autoestima básica, tão importante para todo e qualquer individuo, actuando patologicamente, doentiamente onde se supõe que se albergam as nossas resolutas sensações de individualidade.
A usurpação do orgulho individual e da autoimagem, da autoestima, apenas poderá dar prazer a um ser ordinário, sem identidade, a um individuo malévolo, a alguém profundamente doente, à imitação de qualquer carcereiro, carrasco algoz de Auschwitz, Treblinka tendo um orgasmo e uma ereção, à medida que despe e tosquia meninas virgens para as colocar no forno crematório, no churrasco, ainda em vida. Há metáforas menos reais e felizmente mais felizes que esta na nossa pouco integra imaginação, nos recantos sórdidos das nossas loucas, conscientes congeminações de bestas de carga, de animais de charrua, de feias carantonhas de proa, onde vamos buscar e rebuscar a nossa realidade oca, ultra sedimentária e a outra, nua magra e crua.
Doa a quem doa, o doer sem privilégio de negociação frouxa, manca inválida …

Jorge Santos (Novembro 2022)

https://namastibet.wordpress.com

http://namastibetpoems.blogspot.com

Submited by

domingo, novembro 20, 2022 - 19:59

Ministério da Poesia :

Your rating: None Average: 5 (1 vote)

Joel

imagem de Joel
Online
Título: Membro
Última vez online: há 10 minutos 43 segundos
Membro desde: 12/20/2009
Conteúdos:
Pontos: 43816

Comentários

imagem de Joel

Doa a quem doa, o doer Diz-se

Doa a quem doa, o doer

Diz-se que quem não se sente – “não é boa gente”, gente não sou, nem de bons costumes nem excessivamente afeiçoado a ditados populares, ditaduras impopulares, sentimentos ousados, rosados ou pintados, mas sei que convivo com uma pitoresca “popularesca” francamente insensível, má soldadesca de rede social em part-time, de chiqueiro … esta. O que aparentemente não me valoriza nem me perdoa, apenas me desgasta, emporcalha, por outro lado inspira-me, pois tudo quanto não nos mata, enfatiza-nos, valoriza-nos. Sou um respeitoso desdenhador, mas também desenhador de notações fálicas, enfáticas e acima de tudo sou pouco simpático de cara, sorumbático de rosto, embora afável no que diz respeito a relações cutâneas externas e extremas, tendo em conta que a espontaneidade e o gosto, estão para a escrita, mesmo a fictícia quanto a sensibilidade na formatação do carácter e na cara, na cor que escolhemos e que vestimos para sair à rua logo de manhãzinha cedo, o tom das pantufas de quarto por exemplo.
Não creio que importe a forma exacta, realista como expomos a nossa intencionalidade e racionalidade, não somos tímidas iguanas paralíticas, seguimos o impulso parasitário, eu por exemplo detesto a inercia e a reles insignificância frásica, mas acima de tudo a vileza e a sordidez instituídas, mexem-me com os tímpanos centrais meridionais, não que a opinião alheia me interesse ou gratifique, estou ciente da minha fraca vantagem ou desvantagem face a muitos que não simples actores situacionistas, não há escalas de valores fiduciários na escrita, há sim uma escola de valores gerais, um poeta pode amar o amanhecer e é nessa escala, nessa trincheira que valoriza o som das palavras cheirando a mundo, a inocência das copas nas árvores das florestas, dos céus trigueiros em festa, do grafitti urbano e do alcatrão derretido e não a indecência brejeira, corriqueira do diz que disse, do fez que fez, espalhafatosos e doentios, absurdos de papo cheio, de bate papo banal, merdoso, fraldiqueiro de triste realidade social, do pretensioso dedo mindinho em riste que não no chá das cinco e trinta e cinco, há que saber esgrimir até com tijolos e pedras, mas sempre acima da linha da cintura e à altura dos olhos na testa … azuis claros.
A negação oca, gratuita, o “bullying” é inconjugável, é ácido, cancerígeno e gera metástases, sofrimento, é criminoso na intenção dolosa, doentia de quebrar o que de mais divino possuímos, a autoestima básica, tão importante para todo e qualquer individuo, actuando patologicamente, doentiamente onde se supõe que se albergam as nossas resolutas sensações de individualidade.
A usurpação do orgulho individual e da autoimagem, da autoestima, apenas poderá dar prazer a um ser ordinário, sem identidade, a um individuo malévolo, a alguém profundamente doente, à imitação de qualquer carcereiro, carrasco algoz de Auschwitz, Treblinka tendo um orgasmo e uma ereção, à medida que despe e tosquia meninas virgens para as colocar no forno crematório, no churrasco, ainda em vida. Há metáforas menos reais e felizmente mais felizes que esta na nossa pouco integra imaginação, nos recantos sórdidos das nossas loucas, conscientes congeminações de bestas de carga, de animais de charrua, de feias carantonhas de proa, onde vamos buscar e rebuscar a nossa realidade oca, ultra sedimentária e a outra, nua magra e crua.
Doa a quem doa, o doer sem privilégio de negociação frouxa, manca inválida …

Jorge Santos (Novembro 2022)

https://namastibet.wordpress.com

http://namastibetpoems.blogspot.com

imagem de Joel

Doa a quem doa, o doer Diz-se

Doa a quem doa, o doer

Diz-se que quem não se sente – “não é boa gente”, gente não sou, nem de bons costumes nem excessivamente afeiçoado a ditados populares, ditaduras impopulares, sentimentos ousados, rosados ou pintados, mas sei que convivo com uma pitoresca “popularesca” francamente insensível, má soldadesca de rede social em part-time, de chiqueiro … esta. O que aparentemente não me valoriza nem me perdoa, apenas me desgasta, emporcalha, por outro lado inspira-me, pois tudo quanto não nos mata, enfatiza-nos, valoriza-nos. Sou um respeitoso desdenhador, mas também desenhador de notações fálicas, enfáticas e acima de tudo sou pouco simpático de cara, sorumbático de rosto, embora afável no que diz respeito a relações cutâneas externas e extremas, tendo em conta que a espontaneidade e o gosto, estão para a escrita, mesmo a fictícia quanto a sensibilidade na formatação do carácter e na cara, na cor que escolhemos e que vestimos para sair à rua logo de manhãzinha cedo, o tom das pantufas de quarto por exemplo.
Não creio que importe a forma exacta, realista como expomos a nossa intencionalidade e racionalidade, não somos tímidas iguanas paralíticas, seguimos o impulso parasitário, eu por exemplo detesto a inercia e a reles insignificância frásica, mas acima de tudo a vileza e a sordidez instituídas, mexem-me com os tímpanos centrais meridionais, não que a opinião alheia me interesse ou gratifique, estou ciente da minha fraca vantagem ou desvantagem face a muitos que não simples actores situacionistas, não há escalas de valores fiduciários na escrita, há sim uma escola de valores gerais, um poeta pode amar o amanhecer e é nessa escala, nessa trincheira que valoriza o som das palavras cheirando a mundo, a inocência das copas nas árvores das florestas, dos céus trigueiros em festa, do grafitti urbano e do alcatrão derretido e não a indecência brejeira, corriqueira do diz que disse, do fez que fez, espalhafatosos e doentios, absurdos de papo cheio, de bate papo banal, merdoso, fraldiqueiro de triste realidade social, do pretensioso dedo mindinho em riste que não no chá das cinco e trinta e cinco, há que saber esgrimir até com tijolos e pedras, mas sempre acima da linha da cintura e à altura dos olhos na testa … azuis claros.
A negação oca, gratuita, o “bullying” é inconjugável, é ácido, cancerígeno e gera metástases, sofrimento, é criminoso na intenção dolosa, doentia de quebrar o que de mais divino possuímos, a autoestima básica, tão importante para todo e qualquer individuo, actuando patologicamente, doentiamente onde se supõe que se albergam as nossas resolutas sensações de individualidade.
A usurpação do orgulho individual e da autoimagem, da autoestima, apenas poderá dar prazer a um ser ordinário, sem identidade, a um individuo malévolo, a alguém profundamente doente, à imitação de qualquer carcereiro, carrasco algoz de Auschwitz, Treblinka tendo um orgasmo e uma ereção, à medida que despe e tosquia meninas virgens para as colocar no forno crematório, no churrasco, ainda em vida. Há metáforas menos reais e felizmente mais felizes que esta na nossa pouco integra imaginação, nos recantos sórdidos das nossas loucas, conscientes congeminações de bestas de carga, de animais de charrua, de feias carantonhas de proa, onde vamos buscar e rebuscar a nossa realidade oca, ultra sedimentária e a outra, nua magra e crua.
Doa a quem doa, o doer sem privilégio de negociação frouxa, manca inválida …

Jorge Santos (Novembro 2022)

https://namastibet.wordpress.com

http://namastibetpoems.blogspot.com

imagem de Joel

Doa a quem doa, o doer Diz-se

Doa a quem doa, o doer

Diz-se que quem não se sente – “não é boa gente”, gente não sou, nem de bons costumes nem excessivamente afeiçoado a ditados populares, ditaduras impopulares, sentimentos ousados, rosados ou pintados, mas sei que convivo com uma pitoresca “popularesca” francamente insensível, má soldadesca de rede social em part-time, de chiqueiro … esta. O que aparentemente não me valoriza nem me perdoa, apenas me desgasta, emporcalha, por outro lado inspira-me, pois tudo quanto não nos mata, enfatiza-nos, valoriza-nos. Sou um respeitoso desdenhador, mas também desenhador de notações fálicas, enfáticas e acima de tudo sou pouco simpático de cara, sorumbático de rosto, embora afável no que diz respeito a relações cutâneas externas e extremas, tendo em conta que a espontaneidade e o gosto, estão para a escrita, mesmo a fictícia quanto a sensibilidade na formatação do carácter e na cara, na cor que escolhemos e que vestimos para sair à rua logo de manhãzinha cedo, o tom das pantufas de quarto por exemplo.
Não creio que importe a forma exacta, realista como expomos a nossa intencionalidade e racionalidade, não somos tímidas iguanas paralíticas, seguimos o impulso parasitário, eu por exemplo detesto a inercia e a reles insignificância frásica, mas acima de tudo a vileza e a sordidez instituídas, mexem-me com os tímpanos centrais meridionais, não que a opinião alheia me interesse ou gratifique, estou ciente da minha fraca vantagem ou desvantagem face a muitos que não simples actores situacionistas, não há escalas de valores fiduciários na escrita, há sim uma escola de valores gerais, um poeta pode amar o amanhecer e é nessa escala, nessa trincheira que valoriza o som das palavras cheirando a mundo, a inocência das copas nas árvores das florestas, dos céus trigueiros em festa, do grafitti urbano e do alcatrão derretido e não a indecência brejeira, corriqueira do diz que disse, do fez que fez, espalhafatosos e doentios, absurdos de papo cheio, de bate papo banal, merdoso, fraldiqueiro de triste realidade social, do pretensioso dedo mindinho em riste que não no chá das cinco e trinta e cinco, há que saber esgrimir até com tijolos e pedras, mas sempre acima da linha da cintura e à altura dos olhos na testa … azuis claros.
A negação oca, gratuita, o “bullying” é inconjugável, é ácido, cancerígeno e gera metástases, sofrimento, é criminoso na intenção dolosa, doentia de quebrar o que de mais divino possuímos, a autoestima básica, tão importante para todo e qualquer individuo, actuando patologicamente, doentiamente onde se supõe que se albergam as nossas resolutas sensações de individualidade.
A usurpação do orgulho individual e da autoimagem, da autoestima, apenas poderá dar prazer a um ser ordinário, sem identidade, a um individuo malévolo, a alguém profundamente doente, à imitação de qualquer carcereiro, carrasco algoz de Auschwitz, Treblinka tendo um orgasmo e uma ereção, à medida que despe e tosquia meninas virgens para as colocar no forno crematório, no churrasco, ainda em vida. Há metáforas menos reais e felizmente mais felizes que esta na nossa pouco integra imaginação, nos recantos sórdidos das nossas loucas, conscientes congeminações de bestas de carga, de animais de charrua, de feias carantonhas de proa, onde vamos buscar e rebuscar a nossa realidade oca, ultra sedimentária e a outra, nua magra e crua.
Doa a quem doa, o doer sem privilégio de negociação frouxa, manca inválida …

Jorge Santos (Novembro 2022)

https://namastibet.wordpress.com

http://namastibetpoems.blogspot.com

imagem de Joel

Doa a quem doa, o doer Diz-se

Doa a quem doa, o doer

Diz-se que quem não se sente – “não é boa gente”, gente não sou, nem de bons costumes nem excessivamente afeiçoado a ditados populares, ditaduras impopulares, sentimentos ousados, rosados ou pintados, mas sei que convivo com uma pitoresca “popularesca” francamente insensível, má soldadesca de rede social em part-time, de chiqueiro … esta. O que aparentemente não me valoriza nem me perdoa, apenas me desgasta, emporcalha, por outro lado inspira-me, pois tudo quanto não nos mata, enfatiza-nos, valoriza-nos. Sou um respeitoso desdenhador, mas também desenhador de notações fálicas, enfáticas e acima de tudo sou pouco simpático de cara, sorumbático de rosto, embora afável no que diz respeito a relações cutâneas externas e extremas, tendo em conta que a espontaneidade e o gosto, estão para a escrita, mesmo a fictícia quanto a sensibilidade na formatação do carácter e na cara, na cor que escolhemos e que vestimos para sair à rua logo de manhãzinha cedo, o tom das pantufas de quarto por exemplo.
Não creio que importe a forma exacta, realista como expomos a nossa intencionalidade e racionalidade, não somos tímidas iguanas paralíticas, seguimos o impulso parasitário, eu por exemplo detesto a inercia e a reles insignificância frásica, mas acima de tudo a vileza e a sordidez instituídas, mexem-me com os tímpanos centrais meridionais, não que a opinião alheia me interesse ou gratifique, estou ciente da minha fraca vantagem ou desvantagem face a muitos que não simples actores situacionistas, não há escalas de valores fiduciários na escrita, há sim uma escola de valores gerais, um poeta pode amar o amanhecer e é nessa escala, nessa trincheira que valoriza o som das palavras cheirando a mundo, a inocência das copas nas árvores das florestas, dos céus trigueiros em festa, do grafitti urbano e do alcatrão derretido e não a indecência brejeira, corriqueira do diz que disse, do fez que fez, espalhafatosos e doentios, absurdos de papo cheio, de bate papo banal, merdoso, fraldiqueiro de triste realidade social, do pretensioso dedo mindinho em riste que não no chá das cinco e trinta e cinco, há que saber esgrimir até com tijolos e pedras, mas sempre acima da linha da cintura e à altura dos olhos na testa … azuis claros.
A negação oca, gratuita, o “bullying” é inconjugável, é ácido, cancerígeno e gera metástases, sofrimento, é criminoso na intenção dolosa, doentia de quebrar o que de mais divino possuímos, a autoestima básica, tão importante para todo e qualquer individuo, actuando patologicamente, doentiamente onde se supõe que se albergam as nossas resolutas sensações de individualidade.
A usurpação do orgulho individual e da autoimagem, da autoestima, apenas poderá dar prazer a um ser ordinário, sem identidade, a um individuo malévolo, a alguém profundamente doente, à imitação de qualquer carcereiro, carrasco algoz de Auschwitz, Treblinka tendo um orgasmo e uma ereção, à medida que despe e tosquia meninas virgens para as colocar no forno crematório, no churrasco, ainda em vida. Há metáforas menos reais e felizmente mais felizes que esta na nossa pouco integra imaginação, nos recantos sórdidos das nossas loucas, conscientes congeminações de bestas de carga, de animais de charrua, de feias carantonhas de proa, onde vamos buscar e rebuscar a nossa realidade oca, ultra sedimentária e a outra, nua magra e crua.
Doa a quem doa, o doer sem privilégio de negociação frouxa, manca inválida …

Jorge Santos (Novembro 2022)

https://namastibet.wordpress.com

http://namastibetpoems.blogspot.com

imagem de Joel

Doa a quem doa, o doer Diz-se

Doa a quem doa, o doer

Diz-se que quem não se sente – “não é boa gente”, gente não sou, nem de bons costumes nem excessivamente afeiçoado a ditados populares, ditaduras impopulares, sentimentos ousados, rosados ou pintados, mas sei que convivo com uma pitoresca “popularesca” francamente insensível, má soldadesca de rede social em part-time, de chiqueiro … esta. O que aparentemente não me valoriza nem me perdoa, apenas me desgasta, emporcalha, por outro lado inspira-me, pois tudo quanto não nos mata, enfatiza-nos, valoriza-nos. Sou um respeitoso desdenhador, mas também desenhador de notações fálicas, enfáticas e acima de tudo sou pouco simpático de cara, sorumbático de rosto, embora afável no que diz respeito a relações cutâneas externas e extremas, tendo em conta que a espontaneidade e o gosto, estão para a escrita, mesmo a fictícia quanto a sensibilidade na formatação do carácter e na cara, na cor que escolhemos e que vestimos para sair à rua logo de manhãzinha cedo, o tom das pantufas de quarto por exemplo.
Não creio que importe a forma exacta, realista como expomos a nossa intencionalidade e racionalidade, não somos tímidas iguanas paralíticas, seguimos o impulso parasitário, eu por exemplo detesto a inercia e a reles insignificância frásica, mas acima de tudo a vileza e a sordidez instituídas, mexem-me com os tímpanos centrais meridionais, não que a opinião alheia me interesse ou gratifique, estou ciente da minha fraca vantagem ou desvantagem face a muitos que não simples actores situacionistas, não há escalas de valores fiduciários na escrita, há sim uma escola de valores gerais, um poeta pode amar o amanhecer e é nessa escala, nessa trincheira que valoriza o som das palavras cheirando a mundo, a inocência das copas nas árvores das florestas, dos céus trigueiros em festa, do grafitti urbano e do alcatrão derretido e não a indecência brejeira, corriqueira do diz que disse, do fez que fez, espalhafatosos e doentios, absurdos de papo cheio, de bate papo banal, merdoso, fraldiqueiro de triste realidade social, do pretensioso dedo mindinho em riste que não no chá das cinco e trinta e cinco, há que saber esgrimir até com tijolos e pedras, mas sempre acima da linha da cintura e à altura dos olhos na testa … azuis claros.
A negação oca, gratuita, o “bullying” é inconjugável, é ácido, cancerígeno e gera metástases, sofrimento, é criminoso na intenção dolosa, doentia de quebrar o que de mais divino possuímos, a autoestima básica, tão importante para todo e qualquer individuo, actuando patologicamente, doentiamente onde se supõe que se albergam as nossas resolutas sensações de individualidade.
A usurpação do orgulho individual e da autoimagem, da autoestima, apenas poderá dar prazer a um ser ordinário, sem identidade, a um individuo malévolo, a alguém profundamente doente, à imitação de qualquer carcereiro, carrasco algoz de Auschwitz, Treblinka tendo um orgasmo e uma ereção, à medida que despe e tosquia meninas virgens para as colocar no forno crematório, no churrasco, ainda em vida. Há metáforas menos reais e felizmente mais felizes que esta na nossa pouco integra imaginação, nos recantos sórdidos das nossas loucas, conscientes congeminações de bestas de carga, de animais de charrua, de feias carantonhas de proa, onde vamos buscar e rebuscar a nossa realidade oca, ultra sedimentária e a outra, nua magra e crua.
Doa a quem doa, o doer sem privilégio de negociação frouxa, manca inválida …

Jorge Santos (Novembro 2022)

https://namastibet.wordpress.com

http://namastibetpoems.blogspot.com

imagem de Joel

Doa a quem doa, o doer Diz-se

Doa a quem doa, o doer

Diz-se que quem não se sente – “não é boa gente”, gente não sou, nem de bons costumes nem excessivamente afeiçoado a ditados populares, ditaduras impopulares, sentimentos ousados, rosados ou pintados, mas sei que convivo com uma pitoresca “popularesca” francamente insensível, má soldadesca de rede social em part-time, de chiqueiro … esta. O que aparentemente não me valoriza nem me perdoa, apenas me desgasta, emporcalha, por outro lado inspira-me, pois tudo quanto não nos mata, enfatiza-nos, valoriza-nos. Sou um respeitoso desdenhador, mas também desenhador de notações fálicas, enfáticas e acima de tudo sou pouco simpático de cara, sorumbático de rosto, embora afável no que diz respeito a relações cutâneas externas e extremas, tendo em conta que a espontaneidade e o gosto, estão para a escrita, mesmo a fictícia quanto a sensibilidade na formatação do carácter e na cara, na cor que escolhemos e que vestimos para sair à rua logo de manhãzinha cedo, o tom das pantufas de quarto por exemplo.
Não creio que importe a forma exacta, realista como expomos a nossa intencionalidade e racionalidade, não somos tímidas iguanas paralíticas, seguimos o impulso parasitário, eu por exemplo detesto a inercia e a reles insignificância frásica, mas acima de tudo a vileza e a sordidez instituídas, mexem-me com os tímpanos centrais meridionais, não que a opinião alheia me interesse ou gratifique, estou ciente da minha fraca vantagem ou desvantagem face a muitos que não simples actores situacionistas, não há escalas de valores fiduciários na escrita, há sim uma escola de valores gerais, um poeta pode amar o amanhecer e é nessa escala, nessa trincheira que valoriza o som das palavras cheirando a mundo, a inocência das copas nas árvores das florestas, dos céus trigueiros em festa, do grafitti urbano e do alcatrão derretido e não a indecência brejeira, corriqueira do diz que disse, do fez que fez, espalhafatosos e doentios, absurdos de papo cheio, de bate papo banal, merdoso, fraldiqueiro de triste realidade social, do pretensioso dedo mindinho em riste que não no chá das cinco e trinta e cinco, há que saber esgrimir até com tijolos e pedras, mas sempre acima da linha da cintura e à altura dos olhos na testa … azuis claros.
A negação oca, gratuita, o “bullying” é inconjugável, é ácido, cancerígeno e gera metástases, sofrimento, é criminoso na intenção dolosa, doentia de quebrar o que de mais divino possuímos, a autoestima básica, tão importante para todo e qualquer individuo, actuando patologicamente, doentiamente onde se supõe que se albergam as nossas resolutas sensações de individualidade.
A usurpação do orgulho individual e da autoimagem, da autoestima, apenas poderá dar prazer a um ser ordinário, sem identidade, a um individuo malévolo, a alguém profundamente doente, à imitação de qualquer carcereiro, carrasco algoz de Auschwitz, Treblinka tendo um orgasmo e uma ereção, à medida que despe e tosquia meninas virgens para as colocar no forno crematório, no churrasco, ainda em vida. Há metáforas menos reais e felizmente mais felizes que esta na nossa pouco integra imaginação, nos recantos sórdidos das nossas loucas, conscientes congeminações de bestas de carga, de animais de charrua, de feias carantonhas de proa, onde vamos buscar e rebuscar a nossa realidade oca, ultra sedimentária e a outra, nua magra e crua.
Doa a quem doa, o doer sem privilégio de negociação frouxa, manca inválida …

Jorge Santos (Novembro 2022)

https://namastibet.wordpress.com

http://namastibetpoems.blogspot.com

imagem de Joel

Doa a quem doa, o doer Diz-se

Doa a quem doa, o doer

Diz-se que quem não se sente – “não é boa gente”, gente não sou, nem de bons costumes nem excessivamente afeiçoado a ditados populares, ditaduras impopulares, sentimentos ousados, rosados ou pintados, mas sei que convivo com uma pitoresca “popularesca” francamente insensível, má soldadesca de rede social em part-time, de chiqueiro … esta. O que aparentemente não me valoriza nem me perdoa, apenas me desgasta, emporcalha, por outro lado inspira-me, pois tudo quanto não nos mata, enfatiza-nos, valoriza-nos. Sou um respeitoso desdenhador, mas também desenhador de notações fálicas, enfáticas e acima de tudo sou pouco simpático de cara, sorumbático de rosto, embora afável no que diz respeito a relações cutâneas externas e extremas, tendo em conta que a espontaneidade e o gosto, estão para a escrita, mesmo a fictícia quanto a sensibilidade na formatação do carácter e na cara, na cor que escolhemos e que vestimos para sair à rua logo de manhãzinha cedo, o tom das pantufas de quarto por exemplo.
Não creio que importe a forma exacta, realista como expomos a nossa intencionalidade e racionalidade, não somos tímidas iguanas paralíticas, seguimos o impulso parasitário, eu por exemplo detesto a inercia e a reles insignificância frásica, mas acima de tudo a vileza e a sordidez instituídas, mexem-me com os tímpanos centrais meridionais, não que a opinião alheia me interesse ou gratifique, estou ciente da minha fraca vantagem ou desvantagem face a muitos que não simples actores situacionistas, não há escalas de valores fiduciários na escrita, há sim uma escola de valores gerais, um poeta pode amar o amanhecer e é nessa escala, nessa trincheira que valoriza o som das palavras cheirando a mundo, a inocência das copas nas árvores das florestas, dos céus trigueiros em festa, do grafitti urbano e do alcatrão derretido e não a indecência brejeira, corriqueira do diz que disse, do fez que fez, espalhafatosos e doentios, absurdos de papo cheio, de bate papo banal, merdoso, fraldiqueiro de triste realidade social, do pretensioso dedo mindinho em riste que não no chá das cinco e trinta e cinco, há que saber esgrimir até com tijolos e pedras, mas sempre acima da linha da cintura e à altura dos olhos na testa … azuis claros.
A negação oca, gratuita, o “bullying” é inconjugável, é ácido, cancerígeno e gera metástases, sofrimento, é criminoso na intenção dolosa, doentia de quebrar o que de mais divino possuímos, a autoestima básica, tão importante para todo e qualquer individuo, actuando patologicamente, doentiamente onde se supõe que se albergam as nossas resolutas sensações de individualidade.
A usurpação do orgulho individual e da autoimagem, da autoestima, apenas poderá dar prazer a um ser ordinário, sem identidade, a um individuo malévolo, a alguém profundamente doente, à imitação de qualquer carcereiro, carrasco algoz de Auschwitz, Treblinka tendo um orgasmo e uma ereção, à medida que despe e tosquia meninas virgens para as colocar no forno crematório, no churrasco, ainda em vida. Há metáforas menos reais e felizmente mais felizes que esta na nossa pouco integra imaginação, nos recantos sórdidos das nossas loucas, conscientes congeminações de bestas de carga, de animais de charrua, de feias carantonhas de proa, onde vamos buscar e rebuscar a nossa realidade oca, ultra sedimentária e a outra, nua magra e crua.
Doa a quem doa, o doer sem privilégio de negociação frouxa, manca inválida …

Jorge Santos (Novembro 2022)

https://namastibet.wordpress.com

http://namastibetpoems.blogspot.com

imagem de Joel

Doa a quem doa, o doer Diz-se

Doa a quem doa, o doer

Diz-se que quem não se sente – “não é boa gente”, gente não sou, nem de bons costumes nem excessivamente afeiçoado a ditados populares, ditaduras impopulares, sentimentos ousados, rosados ou pintados, mas sei que convivo com uma pitoresca “popularesca” francamente insensível, má soldadesca de rede social em part-time, de chiqueiro … esta. O que aparentemente não me valoriza nem me perdoa, apenas me desgasta, emporcalha, por outro lado inspira-me, pois tudo quanto não nos mata, enfatiza-nos, valoriza-nos. Sou um respeitoso desdenhador, mas também desenhador de notações fálicas, enfáticas e acima de tudo sou pouco simpático de cara, sorumbático de rosto, embora afável no que diz respeito a relações cutâneas externas e extremas, tendo em conta que a espontaneidade e o gosto, estão para a escrita, mesmo a fictícia quanto a sensibilidade na formatação do carácter e na cara, na cor que escolhemos e que vestimos para sair à rua logo de manhãzinha cedo, o tom das pantufas de quarto por exemplo.
Não creio que importe a forma exacta, realista como expomos a nossa intencionalidade e racionalidade, não somos tímidas iguanas paralíticas, seguimos o impulso parasitário, eu por exemplo detesto a inercia e a reles insignificância frásica, mas acima de tudo a vileza e a sordidez instituídas, mexem-me com os tímpanos centrais meridionais, não que a opinião alheia me interesse ou gratifique, estou ciente da minha fraca vantagem ou desvantagem face a muitos que não simples actores situacionistas, não há escalas de valores fiduciários na escrita, há sim uma escola de valores gerais, um poeta pode amar o amanhecer e é nessa escala, nessa trincheira que valoriza o som das palavras cheirando a mundo, a inocência das copas nas árvores das florestas, dos céus trigueiros em festa, do grafitti urbano e do alcatrão derretido e não a indecência brejeira, corriqueira do diz que disse, do fez que fez, espalhafatosos e doentios, absurdos de papo cheio, de bate papo banal, merdoso, fraldiqueiro de triste realidade social, do pretensioso dedo mindinho em riste que não no chá das cinco e trinta e cinco, há que saber esgrimir até com tijolos e pedras, mas sempre acima da linha da cintura e à altura dos olhos na testa … azuis claros.
A negação oca, gratuita, o “bullying” é inconjugável, é ácido, cancerígeno e gera metástases, sofrimento, é criminoso na intenção dolosa, doentia de quebrar o que de mais divino possuímos, a autoestima básica, tão importante para todo e qualquer individuo, actuando patologicamente, doentiamente onde se supõe que se albergam as nossas resolutas sensações de individualidade.
A usurpação do orgulho individual e da autoimagem, da autoestima, apenas poderá dar prazer a um ser ordinário, sem identidade, a um individuo malévolo, a alguém profundamente doente, à imitação de qualquer carcereiro, carrasco algoz de Auschwitz, Treblinka tendo um orgasmo e uma ereção, à medida que despe e tosquia meninas virgens para as colocar no forno crematório, no churrasco, ainda em vida. Há metáforas menos reais e felizmente mais felizes que esta na nossa pouco integra imaginação, nos recantos sórdidos das nossas loucas, conscientes congeminações de bestas de carga, de animais de charrua, de feias carantonhas de proa, onde vamos buscar e rebuscar a nossa realidade oca, ultra sedimentária e a outra, nua magra e crua.
Doa a quem doa, o doer sem privilégio de negociação frouxa, manca inválida …

Jorge Santos (Novembro 2022)

https://namastibet.wordpress.com

http://namastibetpoems.blogspot.com

imagem de Joel

Doa a quem doa, o doer Diz-se

Doa a quem doa, o doer

Diz-se que quem não se sente – “não é boa gente”, gente não sou, nem de bons costumes nem excessivamente afeiçoado a ditados populares, ditaduras impopulares, sentimentos ousados, rosados ou pintados, mas sei que convivo com uma pitoresca “popularesca” francamente insensível, má soldadesca de rede social em part-time, de chiqueiro … esta. O que aparentemente não me valoriza nem me perdoa, apenas me desgasta, emporcalha, por outro lado inspira-me, pois tudo quanto não nos mata, enfatiza-nos, valoriza-nos. Sou um respeitoso desdenhador, mas também desenhador de notações fálicas, enfáticas e acima de tudo sou pouco simpático de cara, sorumbático de rosto, embora afável no que diz respeito a relações cutâneas externas e extremas, tendo em conta que a espontaneidade e o gosto, estão para a escrita, mesmo a fictícia quanto a sensibilidade na formatação do carácter e na cara, na cor que escolhemos e que vestimos para sair à rua logo de manhãzinha cedo, o tom das pantufas de quarto por exemplo.
Não creio que importe a forma exacta, realista como expomos a nossa intencionalidade e racionalidade, não somos tímidas iguanas paralíticas, seguimos o impulso parasitário, eu por exemplo detesto a inercia e a reles insignificância frásica, mas acima de tudo a vileza e a sordidez instituídas, mexem-me com os tímpanos centrais meridionais, não que a opinião alheia me interesse ou gratifique, estou ciente da minha fraca vantagem ou desvantagem face a muitos que não simples actores situacionistas, não há escalas de valores fiduciários na escrita, há sim uma escola de valores gerais, um poeta pode amar o amanhecer e é nessa escala, nessa trincheira que valoriza o som das palavras cheirando a mundo, a inocência das copas nas árvores das florestas, dos céus trigueiros em festa, do grafitti urbano e do alcatrão derretido e não a indecência brejeira, corriqueira do diz que disse, do fez que fez, espalhafatosos e doentios, absurdos de papo cheio, de bate papo banal, merdoso, fraldiqueiro de triste realidade social, do pretensioso dedo mindinho em riste que não no chá das cinco e trinta e cinco, há que saber esgrimir até com tijolos e pedras, mas sempre acima da linha da cintura e à altura dos olhos na testa … azuis claros.
A negação oca, gratuita, o “bullying” é inconjugável, é ácido, cancerígeno e gera metástases, sofrimento, é criminoso na intenção dolosa, doentia de quebrar o que de mais divino possuímos, a autoestima básica, tão importante para todo e qualquer individuo, actuando patologicamente, doentiamente onde se supõe que se albergam as nossas resolutas sensações de individualidade.
A usurpação do orgulho individual e da autoimagem, da autoestima, apenas poderá dar prazer a um ser ordinário, sem identidade, a um individuo malévolo, a alguém profundamente doente, à imitação de qualquer carcereiro, carrasco algoz de Auschwitz, Treblinka tendo um orgasmo e uma ereção, à medida que despe e tosquia meninas virgens para as colocar no forno crematório, no churrasco, ainda em vida. Há metáforas menos reais e felizmente mais felizes que esta na nossa pouco integra imaginação, nos recantos sórdidos das nossas loucas, conscientes congeminações de bestas de carga, de animais de charrua, de feias carantonhas de proa, onde vamos buscar e rebuscar a nossa realidade oca, ultra sedimentária e a outra, nua magra e crua.
Doa a quem doa, o doer sem privilégio de negociação frouxa, manca inválida …

Jorge Santos (Novembro 2022)

https://namastibet.wordpress.com

http://namastibetpoems.blogspot.com

imagem de Joel

Doa a quem doa, o doer Diz-se

Doa a quem doa, o doer

Diz-se que quem não se sente – “não é boa gente”, gente não sou, nem de bons costumes nem excessivamente afeiçoado a ditados populares, ditaduras impopulares, sentimentos ousados, rosados ou pintados, mas sei que convivo com uma pitoresca “popularesca” francamente insensível, má soldadesca de rede social em part-time, de chiqueiro … esta. O que aparentemente não me valoriza nem me perdoa, apenas me desgasta, emporcalha, por outro lado inspira-me, pois tudo quanto não nos mata, enfatiza-nos, valoriza-nos. Sou um respeitoso desdenhador, mas também desenhador de notações fálicas, enfáticas e acima de tudo sou pouco simpático de cara, sorumbático de rosto, embora afável no que diz respeito a relações cutâneas externas e extremas, tendo em conta que a espontaneidade e o gosto, estão para a escrita, mesmo a fictícia quanto a sensibilidade na formatação do carácter e na cara, na cor que escolhemos e que vestimos para sair à rua logo de manhãzinha cedo, o tom das pantufas de quarto por exemplo.
Não creio que importe a forma exacta, realista como expomos a nossa intencionalidade e racionalidade, não somos tímidas iguanas paralíticas, seguimos o impulso parasitário, eu por exemplo detesto a inercia e a reles insignificância frásica, mas acima de tudo a vileza e a sordidez instituídas, mexem-me com os tímpanos centrais meridionais, não que a opinião alheia me interesse ou gratifique, estou ciente da minha fraca vantagem ou desvantagem face a muitos que não simples actores situacionistas, não há escalas de valores fiduciários na escrita, há sim uma escola de valores gerais, um poeta pode amar o amanhecer e é nessa escala, nessa trincheira que valoriza o som das palavras cheirando a mundo, a inocência das copas nas árvores das florestas, dos céus trigueiros em festa, do grafitti urbano e do alcatrão derretido e não a indecência brejeira, corriqueira do diz que disse, do fez que fez, espalhafatosos e doentios, absurdos de papo cheio, de bate papo banal, merdoso, fraldiqueiro de triste realidade social, do pretensioso dedo mindinho em riste que não no chá das cinco e trinta e cinco, há que saber esgrimir até com tijolos e pedras, mas sempre acima da linha da cintura e à altura dos olhos na testa … azuis claros.
A negação oca, gratuita, o “bullying” é inconjugável, é ácido, cancerígeno e gera metástases, sofrimento, é criminoso na intenção dolosa, doentia de quebrar o que de mais divino possuímos, a autoestima básica, tão importante para todo e qualquer individuo, actuando patologicamente, doentiamente onde se supõe que se albergam as nossas resolutas sensações de individualidade.
A usurpação do orgulho individual e da autoimagem, da autoestima, apenas poderá dar prazer a um ser ordinário, sem identidade, a um individuo malévolo, a alguém profundamente doente, à imitação de qualquer carcereiro, carrasco algoz de Auschwitz, Treblinka tendo um orgasmo e uma ereção, à medida que despe e tosquia meninas virgens para as colocar no forno crematório, no churrasco, ainda em vida. Há metáforas menos reais e felizmente mais felizes que esta na nossa pouco integra imaginação, nos recantos sórdidos das nossas loucas, conscientes congeminações de bestas de carga, de animais de charrua, de feias carantonhas de proa, onde vamos buscar e rebuscar a nossa realidade oca, ultra sedimentária e a outra, nua magra e crua.
Doa a quem doa, o doer sem privilégio de negociação frouxa, manca inválida …

Jorge Santos (Novembro 2022)

https://namastibet.wordpress.com

http://namastibetpoems.blogspot.com

Add comment

Se logue para poder enviar comentários

other contents of Joel

Tópico Título Respostas Views Last Postícone de ordenação Língua
Ministério da Poesia/Geral A sismologia nos símios 2 6.649 01/08/2026 - 09:24 Português
Poesia/Geral Da significação aos sonhos ... 2 5.726 01/06/2026 - 09:17 Português
Ministério da Poesia/Geral Pedra, tesoura ou papel..."Do que era certo" 2 12.305 01/05/2026 - 09:52 Português
Poesia/Geral Deus Ex-Machina, “Anima Vili” ... 13 7.932 01/04/2026 - 20:13 Português
Poesia/Geral leve 25 7.777 01/04/2026 - 13:16 Português
Poesia/Geral Sou minha própria imagem, 24 6.277 01/04/2026 - 13:15 Português
Poesia/Geral Feliz como poucos … 23 5.098 01/04/2026 - 13:14 Português
Poesia/Geral A tenaz negação do eu, 19 4.828 01/02/2026 - 20:33 Português
Poesia/Geral “Mea Culpa” 31 3.843 01/02/2026 - 12:21 Português
Poesia/Geral Não entortem meu sorriso, 20 6.361 01/02/2026 - 11:22 Português
Ministério da Poesia/Geral Restolho Ardido… 21 5.252 01/02/2026 - 11:21 Português
Ministério da Poesia/Geral Incêndio é uma palavra galga 15 3.924 01/02/2026 - 11:21 Português
Ministério da Poesia/Geral Eis a Glande 15 5.812 01/02/2026 - 11:20 Português
Ministério da Poesia/Geral Do avesso 25 3.590 12/31/2025 - 12:47 Português
Ministério da Poesia/Geral “Hannibal ad Portus” 14 4.408 12/30/2025 - 10:06 Português
Ministério da Poesia/Geral Doa a quem doa, o doer … 67 4.789 12/30/2025 - 10:04 Português
Poesia/Geral “Falar é ter demasiada consideração pelos outros” 60 3.372 12/30/2025 - 10:02 Português
Poesia/Geral A verdade por promessa 29 3.136 12/30/2025 - 10:02 Português
Ministério da Poesia/Geral As palavras apaixonam-me 46 4.407 12/30/2025 - 10:01 Português
Ministério da Poesia/Geral Com’um grito 38 3.886 12/30/2025 - 10:00 Português
Ministério da Poesia/Geral Do que tenho dito … 27 4.264 12/30/2025 - 09:59 Português
Ministério da Poesia/Geral Pouco sei, pouco faço 34 3.017 12/30/2025 - 09:58 Português
Ministério da Poesia/Geral Neruda Passáro 23 4.646 12/30/2025 - 09:58 Português
Ministério da Poesia/Geral Má Casta 21 4.420 12/30/2025 - 09:56 Português
Ministério da Poesia/Geral Se eu fosse eu 20 2.614 12/30/2025 - 09:55 Português