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o céu é longe, aqui (1)
Deixa-me atravessar pelo teu corpo ácido
a memória dos beijos
e a língua.
Adormecer no sabor dos teus cabelos
a leite de coco
e voar nos pássaros breves do sonho.
E ir contigo por aí
transformar a noite num grito ímpio
e o lume
cortante como o fio da navalha
no esplendor do amor.
Sinaliza-me.
Sulca-me as costas com as unhas
dos teus dedos crispados
e o grito.
Fere-me. Depois muda os dias
devassa a noite em visões hipnóticas
de melancólico rio.
língua.
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sexta-feira, junho 3, 2011 - 12:37
Poesia :
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