666

Na noite sem fim, o meu ego eleva-se para o dia do juízo final, imponente e sedutor de 666 caras, de 666 amores, de 666 estreitezas, envolvidas nos olhos crapulosos da volúpia feita homem… Perdão pelos sonhos, perdão pela minha forma de te encontrar, perdão? Não! Ser poeta, é não ter o perdão da humanidade, é olhar para o lado e ser apontado como alucinado, alguém que encara a realidade não encarando, aquilo que se encara sem arrostar.
666 Deuses imploram que me cale, 666 indigentes imploram que continue, 666? Voam na noite, sonham na madrugada e desvanecem na tarde…
 

05/12/1996

Blondie
 

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Thursday, August 25, 2011 - 11:21

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