A dança continua

A dança continua,

A poesia não morre,
“Nem que a matem”,
Contudo pode ser f’rida
De morte durante o sono,

Com uma bala de prata,
Ou uma vulgar estaca
No lugar do coração,
Tal como faca de abate,

Sem gume, mal afiada.
Desfigurada no rosto,
Sob a máscara da morte,
Não deixará de sair dela

Meu paliativo, minha culpa
De ferimentos, graves
Golpes e da vulgar cura
“Do costume”, não punitiva

Mas bonita na forma prenha
De copo, taça ou de cálice,
Gamo negro, gazela fêmea, fonte
De bruma, poesia não morre,

Não se abate, nem se encosta
À parede, não se consome,
Com os músculos da face, nos
Gestos do rosto redor dos ossos

Considerados breves, brancos
Como ermitas em mármore e aço.
Poesia não morre, “nem que
A matem”.

Jorge Santos ( Fevereiro 2023)

https://namastibet.wordpress.com
http://namastibetpoems.blogspot.com

Submited by

Friday, November 24, 2023 - 09:23

Ministério da Poesia :

No votes yet

Joel

Joel's picture
Offline
Title: Membro
Last seen: 10 hours 58 min ago
Joined: 12/20/2009
Posts:
Points: 43816

Comments

Joel's picture

A dança continua, A poesia

A dança continua,

A poesia não morre,
“Nem que a matem”,
Contudo pode ser f’rida
De morte durante o sono,

Com uma bala de prata,
Ou uma vulgar estaca
No lugar do coração,
Tal como faca de abate,

Sem gume, mal afiada.
Desfigurada no rosto,
Sob a máscara da morte,
Não deixará de sair dela

Meu paliativo, minha culpa
De ferimentos, graves
Golpes e da vulgar cura
“Do costume”, não punitiva

Mas bonita na forma prenha
De copo, taça ou de cálice,
Gamo negro, gazela fêmea, fonte
De bruma, poesia não morre,

Não se abate, nem se encosta
À parede, não se consome,
Com os músculos da face, nos
Gestos do rosto redor dos ossos

Considerados breves, brancos
Como ermitas em mármore e aço.
Poesia não morre, “nem que
A matem”.

Joel's picture

A dança continua, A poesia

A dança continua,

A poesia não morre,
“Nem que a matem”,
Contudo pode ser f’rida
De morte durante o sono,

Com uma bala de prata,
Ou uma vulgar estaca
No lugar do coração,
Tal como faca de abate,

Sem gume, mal afiada.
Desfigurada no rosto,
Sob a máscara da morte,
Não deixará de sair dela

Meu paliativo, minha culpa
De ferimentos, graves
Golpes e da vulgar cura
“Do costume”, não punitiva

Mas bonita na forma prenha
De copo, taça ou de cálice,
Gamo negro, gazela fêmea, fonte
De bruma, poesia não morre,

Não se abate, nem se encosta
À parede, não se consome,
Com os músculos da face, nos
Gestos do rosto redor dos ossos

Considerados breves, brancos
Como ermitas em mármore e aço.
Poesia não morre, “nem que
A matem”.

Joel's picture

A dança continua, A poesia

A dança continua,

A poesia não morre,
“Nem que a matem”,
Contudo pode ser f’rida
De morte durante o sono,

Com uma bala de prata,
Ou uma vulgar estaca
No lugar do coração,
Tal como faca de abate,

Sem gume, mal afiada.
Desfigurada no rosto,
Sob a máscara da morte,
Não deixará de sair dela

Meu paliativo, minha culpa
De ferimentos, graves
Golpes e da vulgar cura
“Do costume”, não punitiva

Mas bonita na forma prenha
De copo, taça ou de cálice,
Gamo negro, gazela fêmea, fonte
De bruma, poesia não morre,

Não se abate, nem se encosta
À parede, não se consome,
Com os músculos da face, nos
Gestos do rosto redor dos ossos

Considerados breves, brancos
Como ermitas em mármore e aço.
Poesia não morre, “nem que
A matem”.

Add comment

Login to post comments

other contents of Joel

Topic Title Replies Views Last Postsort icon Language
Poesia/General Não me substituam a realidade 36 6.188 01/15/2022 - 09:31 Portuguese
Ministério da Poesia/General Sou tudo quanto dou e devo ... 18 6.759 01/04/2022 - 18:16 Portuguese
Poesia/General Cada um de todos nós é todo'mundo, 31 11.735 12/11/2021 - 20:10 Portuguese
Poesia/General Há um vão à minha espera 2 5.033 07/01/2021 - 11:50 Portuguese
Ministério da Poesia/General Sonho sem fim, nem fundo ... 1 4.966 06/21/2021 - 15:27 Portuguese
Ministério da Poesia/General Absurdo e Sem-Fim… 1 5.600 06/21/2021 - 15:26 Portuguese
Ministério da Poesia/General A Rua ao meu lado ou O Valor do riso... 1 6.364 06/21/2021 - 15:25 Portuguese
Ministério da Poesia/General Rua dos Douradores 30 ... 1 9.280 06/21/2021 - 15:25 Portuguese
Ministério da Poesia/General Excerto “do que era certo” 1 9.626 06/21/2021 - 15:25 Portuguese
Ministério da Poesia/General Ladram cães à distância, Mato o "Por-Matar" ... 2 8.398 06/21/2021 - 15:22 Portuguese
Ministério da Poesia/General Morri lívido e nu ... 1 5.397 06/21/2021 - 15:22 Portuguese
Ministério da Poesia/General Sou "O-Feito-Do-Primeiro-Vidente" 1 5.937 06/21/2021 - 15:21 Portuguese
Ministério da Poesia/General Nada se parece comigo 1 4.692 06/21/2021 - 15:20 Portuguese
Ministério da Poesia/General Quantos Césares fui eu !!! 1 4.981 06/21/2021 - 15:20 Portuguese
Ministério da Poesia/General "Sic est vulgus" 1 8.243 06/21/2021 - 15:19 Portuguese
Ministério da Poesia/General Como morre um Rei de palha... 1 7.578 06/21/2021 - 14:44 Portuguese
Ministério da Poesia/General Vivo do oficio das paixões 1 6.356 06/21/2021 - 14:44 Portuguese
Ministério da Poesia/General Patchwork... 2 6.067 06/21/2021 - 14:44 Portuguese
Poesia/General A síndrome de Savanah 1 6.943 06/21/2021 - 14:43 Portuguese
Poesia/General A sucessão dos dias e a sede de voyeur ... 1 11.752 06/21/2021 - 14:42 Portuguese
Poesia/General Daniel Faria, excerto “Do que era certo” 1 6.700 06/21/2021 - 14:41 Portuguese
Poesia/General Objectos próximos, 1 6.588 06/21/2021 - 14:40 Portuguese
Poesia/General Na minha terra não há terra, 1 4.919 06/21/2021 - 14:38 Portuguese
Poesia/General Esquecer é ser esquecido 1 6.109 06/21/2021 - 14:37 Portuguese
Poesia/General Perdida a humanidade em mim 1 6.038 06/21/2021 - 14:37 Portuguese