Saudade sentida

Quando a saudade vem, feito lamento,
Silêncio em mim se acende, sem medida.
É como um mar que inunda o pensamento,
Mas não encontra voz na alma ferida.

Tento escrever, mas falha o sentimento,
As letras se desfazem, fugitivas.
No peito, um nó, vazio e encantamento,
Em guerra as horas lentas e cativas.

Queria te chamar, dizer teu nome,
Mas cada som é frágil, se consome,
E morre antes de tocar o ar que invade.

Fico a sentir, sem forma e sem coragem,
A dor que não se diz vira paisagem
Nos olhos fundos de quem tem saudade.

Poema: Odair José, Poeta Cacerense

www.odairpoetacacerense.blogspot.com

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Sunday, July 6, 2025 - 13:52

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Odairjsilva

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