Depois


Disse adeus para comigo mesmo
No momento em que mais precisei de mim.

Tento agarrar meu nome

Um filho no útero fraco e podre
Da mãe que viaja na droga desta vida.

Algumas palavras são como balas atiradas ao crânio

Algum grito ao eco

O vento sussurra algo,
Vagarosamente esvai
Ao largo como barca à deriva

As cabeças são pinturas
Dependuradas nas paredes...
Algum ser tem sede de holocausto

Um quarto aberto e uma alma fechada,
Um caixão enterrado e um corpo soterrado de vida

Um rosto tentando chorar
Alguma encruzilhada oferecida ao pacto

Quem se aproxima
Eu me distancio.
Aqui estou eu
Latejantemente pulsantemente ardorosamente.

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Sábado, Abril 16, 2011 - 15:30

Poesia :

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Alcantra

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Comentarios

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Depois

Lindo e triste poema, porém gostei!

Meus parabéns,

MarneDulinski

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Agradeço vossas bem vindas

Agradeço vossas bem vindas palavrs, Marne.

Abraço,

Alcantra

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