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MORREU A POESIA ...
De ti,
não tenho tido mais do que gotas.
Chuvas que não sabem a nada.
Beijos insípidos.
Poeiras de um paraíso de serpentes.
Carrosséis de arrastos gastos.
Gosto sem prova.
Tens sido uma supernova que não me rasga os céus.
Candeia acesa de pecados meus.
De ti,
ficou o toque que não me larga a pele da saudade.
O mel que não se estraga num frasco de silêncios.
Dos nossos sexos,
ficaram arrepios sem nexos de continuar.
Arrepios que já não me eriçam os pêlos dos braços.
Regaços onde as tuas mãos fizeram ninhos
que são hoje caminhos de solidão.
Partiste para ti sem mim.
Deixaste-me na boca sabores a nãos talvez.
Adeuses anormais.
A raiva que nos fez pedras no fundo de um rio.
Areias sem lugar
num ampulheta lotada de desconfiança.
Acabados por acabar.
Sem nos achar.
Sem nos tentar.
Da tentação que não tentamos,
a procissão ficou no adro.
Do nosso amor,
borratou-se um quadro sem tintas.
Desfizeram-se fintas da fantasia.
Morreu a poesia.
Acordaram os sonos da insónia que nos embalava.
Da paixão,
ficaram ódios em uníssono.
Do voltar,
a distância estende-se calar.
E o nosso nós… não está cá.
.
.
.
.
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Comentários
"...O mel que não se estraga
"...O mel que não se estraga num frasco de silêncios..."
Destaquei apenas uma frase dos muitos momentos excelentes deste seu texto...
O disco rigido que chamamos memória deveria de ser apenas isso mesmo...memória sem conexão a um sentimento que nos colhe e faz sangrar uma ausencia... um passado...que se manifesta no sempre presente
de ti morreu o sol que fazias
de ti morreu o sol que fazias rodar em nossas mãos
a lua escureceu,
"morreu a poesia"
gostei mesmo muito.
das poesias tuas que mais gostei.
arrepiante...
quando a tristeza das palavras nos entram como farpas e a poesia parece que nos morre.
do mais belo que li!
bj