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Soneto inédito
Soneto quase inédito
Surge Janeiro frio e pardacento,
Descem da serra os lobos ao povoado;
Assentam-se os fantoches em São Bento
E o Decreto da fome é publicado.
Edita-se a novela do Orçamento;
Cresce a miséria ao povo amordaçado;
Mas os biltres do novo parlamento
Usufruem seis contos de ordenado.
E enquanto à fome o povo se estiola,
Certo santo pupilo de Loyola,
Mistura de judeu e de vilão,
Também faz o pequeno "sacrifício"
De trinta contos - só! - por seu ofício
Receber, a bem dele... e da nação.
Soneto de José Régio, escrito em 1969 (Ainda se diz por aí que a tradição não é o que era (!)![]()
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Comentários
Minha querida, amiga, Nostalgia,
Minha querida, amiga, Nostalgia,
como bem diz o soneto, desse excelso poeta, José Régio, que de boa escolha, trouxeste a todos nós, que te visitam, faço minhas, as palavras, da querida, Teresa: "Não aprendemos nada entretanto", e tudo continua como sempre, em desfavor do povo, enchendo os bolsos dos governantes - acrescento eu.
Beijinhos mil.
Jorge Humberto
De pão e vinho é alimentado o
De pão e vinho
é alimentado o povo,
que abandonado e sozinho
levanta-se sempre, de novo.
Triste sina,
num ciclo vicioso,
onde a elite, cretina,
expõe o seu lado ambicioso.
Ás armas,
nobre povo Lusitano
mostra a tua férrea carma
nesta atmosfera de engano.
Não aprendemos nada
Não aprendemos nada entretanto
Beijinhos amiga Nostalgia.
A memória do homem é curta...
A memória do homem é curta...