DE MAR ÀS COSTAS


Sem tensa corda, este frenesim
do tempo que me mordisca os olhos.

Como horda estroina.

Sentença esta, este ser
o estrado de anatomias desgraçadas.

Peão andado, saracoteado
por faixas de rodagem deformadas dos astros.

Caminhos tições,
desventuras abstractas,
desordens contraditas em leviandade.

Condão de saudade inconsolada,
escondida em estátua na palavra inconcluída.

Couraça sem vaga,
de mar às costas borda fora,
vento de hora incerta, esquelética.

Derrubada noite em golpe ziguezagueante,
azeite isento do cabo do açoite dos pesadelos.

Almofada de cancros em desassossego,
mão adormecida morcego na gruta do rosto.

Afrontosa afronta, esta sentença
de estrado de anatomias desgraçadas.

Enfadadas de fado espúrio,
desvairo descontrolado em erro citado em ai.

Como quem monta cavalos mortos.

Ser o pêlo que cai silencioso num tapete
à porta da sombra que me desprotege o sono.

Alucinações de areia pejada de fantasmas
que em luz fazem rusgas ao ângulo da minha pele.

Arrepios indefesos ao medo, acesos em arvoredo bárbaro.
 

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Jueves, Junio 16, 2011 - 23:54

Poesia :

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Henrique

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