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BATER QUE DEIXA A NOITE NUA


Entre as palavras
o não canta vírgulas pulhas.

Ponto em sim punido
em vigilância pelas entrelinhas.

Simpósio sorna,
entidade caduca em queixa.

Embrião devorado em risco,
erro desatado do laço da letra.

Parênteses enroscados ao tronco do verso.

Verbo bronco em beijo adverso,
texto caído no ali da ofensa estendida em impaciência.

Trincos espadaúdos,
encerram os miúdos das assimetrias
sem esquadro no de repente da inspiração.

O fim encostado à porta do infinito,
bater que deixa a noite nua.

Poema parido de paredes em dilema,
chave perdida no palheiro do passo, neve derretida.

Agoras escancarados de então,
silêncio desencontrado do caminho para casa.

Aldeia dos olhos de quem lê o latir da lua.
 

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quinta-feira, junho 23, 2011 - 21:20

Poesia :

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Henrique

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