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DE QUEM NÃO PERDOA …

Dor que doa silêncios,

que arde à toa pela proa de sombras
que abalroa o meu pensar.

Saudade devoluta,

enxuta sede

a desperdiçar areias de quem não perdoa
pelas goelas do tempo.

Maldita dor que a poesia me enrouca,

que em mim louca agita insípidas lágrimas,
desdita chuva ácida de cardos que no meu olhar grita.

Despedida inacabada,
desconcerto que me arranca as estrelas do céu,

despida morte que me enroupa de frio
e pálidos véus de solidão.

Adeus que me esbofeteia e arrepia,

aceno que me esvazia a luz de todos os gestos,
ausência que me conduz e guia rumo ao precipício. 

Crespa maré de lascas na escuridão,
zumbido que me enche as mãos de nada,

perdido destino no fel de borrascas de insónia
que me finta e pinta desesperos na pele da madrugada.

Amarga batalha entre sonhos desarmados
e realidades armadas de pesadelo.

Verbo que é sem sê-lo,
desgastante tralha de culpas
que a alma ralha e trova em mim.

Dor de não amar,

essa coisa ruim que dita o meu fim,

essa ruindade que rói as unhas do meu ser.
.
.
.
.

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sábado, abril 6, 2013 - 22:56

Poesia :

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Henrique

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entre sonhos &

entre sonhos & pesadelos,
existe a dor a comprovar
que estamos vivos.

Saudações!

_Abilio.

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