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EXORCISMO DE MUNDOS E FUNDOS
Passo a passo,
enterro-me vivo em cumes silenciosos,
pertenço-me ao céu onde as margens se tocam.
Partir e voltar ocultos
nos meus actos resgatados de um verbo
cuja voz é um exorcismo de mundos e fundos interiores.
Curvo nos meus passos o tamanho do incompreensível.
Testemunhos de tempo
encerrados na terra que me espera,
fins incontinentes guindam-me a alma em falas de vento.
Nesses sopros a infância
são paredes de um leito nocturno,
pólvora arrolhada nas veias de uma estátua.
Imobilidades de boca selada,
palavras escritas qual muro se erga caído.
Devora-me o rio cuja corrente
é uma mãe em busca do seu filho no mar.
Pensamentos
que nadam na água da vida,
partos sem ventre espalhados por aí a fora de mim.
Colmeia de amor doce,
gestos de sede e saudade tomam o meu lugar
com todas as cores ainda por inventar nas pestanas do dia.
Lascivo devaneio,
chave de mãos desarmadas,
tormentos descidos ao divino
onde o coração escuta a imortalidade.
Polpa de uma verdade habitada no abismo.
À proa do corpo
a gaivota da utopia
prolonga os jejuns da felicidade,
morre de fome nutrida de imagens outonais.
Caroço de todo o resto que me afaga
o sono das pedras na miragem do caminho.
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