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GRITOS SEM BOCA …

Pensamentos encrostadamente sôfregos.

Porquês enroscados como uma forca
em volta zonza pelo pescoço
de pronúncias na solidão.

Intranquilos assopros esborratados de escuridão.

Lodosa sombra
que se arrasta desarrumada
pelos adornos de insónia da noite.

Gritos sem boca a profanar tempo
como tranças destrançadas em pranto.

Ribanceira em cinzas
de uma multidão em branco rasurada.

Entrelinhas contíguas ao chão,
cinzeladas por lâminas de visão intermitente
cujas esquinas são cantos de silêncio sujo de morte.

Escrava erupção de mãos,
sinas que explodem suadas de gestos
como bofetadas de um vento de cardos.

Lábios de cor despintada
pelos restos de uma luz desarticulada
de um farol de sortes onde os olhos são fantasmas.

Dizeres que sem leme
assentam nos formigueiros da alma.

Mastigações sonâmbulas.

Areias de um beijo à proa de sabores insípidos.

Salgadas girândolas de saudade,
como lama dispersa pelas pegadas de horas
cujos pés se escutam apressadamente imóveis.

Vozes que do olhar caem como lágrimas.

Lamentos sós.

Súplicas cujo timbre
é um chicote de vertigens
a fustigarem de sede as línguas da poesia.

.
.
.
.

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segunda-feira, fevereiro 25, 2013 - 23:03

Poesia :

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Henrique

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