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NASÇO DOS TEUS OLHOS


Soltas-me a lua à alma
nos dias que a ti me prendes luar.

És lua que me anima
quando o meu corpo é eclipse de tristeza.

Atiras-me o mar aos olhos
com marés de amor.

És ondulação que me acalma
quando a tempestade é ansiedade
que me arrasta contra as rochas do tempo.

Preenches as palavras
com flores quando falas de amor.

És musa eterna
num poema de inspiração infinita
quando o silêncio é o ruído da minha solidão.

Enches-me as mãos de sol
quando as tuas mãos me acariciam com ternura.

És emoção de uma carícia amiga
quando me sinto fraco na batalha da vida.

És alimento
quando o meu coração chora fomes de afecto.

És o cume do meu ser.

És água fresca
quando o amor que sinto por ti tem sede.

Só tu sacias a caminhada
do meu nome pelo mundo.

És mulher
no profundo deste corpo de homem
que vejo ao espelho ao lado de ti.

O meu reflexo é a tua beleza,
o meu eco é a tua natureza.

És a corrente do rio da minha voz
quando preciso ouvir frases de coragem.

É por ti que solto o grito
que me ajuda a contornar
o mais difícil dos obstáculos.

Nasço dos teus olhos,
teus lábios são margens de beijos
que me levam até à foz.

Toda tu és um mar.
 

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quinta-feira, dezembro 23, 2010 - 17:30

Poesia :

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Henrique

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Nascer

Anáfora do "eu" que completa o "tu", numa dádiva que alimenta a sua fome. "És alimento".

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